sábado, 31 de julho de 2010

Lula e Dilma entusiasmaram eleitores na capital




“Vamos vencer o medo com as realizações do governo Lula”

Faltou lugar na Boca Maldita, espaço no centro de Curitiba dedicado às discussões e aos atos políticos, para tantos eleitores e militantes que foram ver o presidente Lula e sua candidata Dilma Rousseff na manhã deste sábado. Na falta de lugar no calçadão, as janelas dos prédios comerciais foram tomadas.

Dilma começou seu discurso com uma lembrança. Foi ali, na Boca Maldita, que os paranaenses ousaram ser livres e corajosos durante a ditadura militar. “Quando a mordaça caiu sobre o Brasil, aqui se ouviram vozes de homens e mulheres lutando pela democracia. Aqui é o espaço em que as pessoas demonstraram que são corajosas quando estão do lado correto”, afirmou Dilma.

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A ciranda dos números das pesquisas eleitorais

Abaixo reproduzimos artigo do camarada Milton Alves. Interessante análise sobre as pesquisas eleitorais. O texto foi publicado originalmente em seu Blog.

Nesta última semana dois importantes institutos de pesquisas divulgaram resultados de recentes levantamentos de intenções de voto do eleitor paranaense, o DataFolha/RPC e o Vox Populi. Ambas pesquisas divulgadas, com métodos diferentes e universo de abrangência com pesos diferenciados, chegaram praticamente aos mesmos resultados. Os institutos classificaram os resultados como um empate técnico(Vox Populi: Beto 42%X37%Osmar) entre os principais postulante: Osmar Dias(PDT) e Beto Richa(PSDB).

Na atual fase da campanha, é preciso enxergar além dos números e buscar prospectar tendências e, mesmo, avaliar, verificar, o potencial real de crescimento de cada bloco de forças na disputa. Neste sentido, os números das pesquisas eleitorais expressaram ainda um quadro em formação e, principalmente, um determindo estágio de desenvolvimento das campanhas. È inegável que o ex-prefeito de Curitiba Beto Richa(PSDB) começou a sua campanha mais cedo. É, também, necessário constatar que Osmar Dias reuniu uma ampla e forte coligação e conta com o apoio do governador Pessuti(PMDB) e do presidente Lula. Fatores políticos objetivos que ainda não se expressaram em toda a sua extensão e magnitude.

Portanto, a ciranda dos números apresentadas nas duas pesquisas eleitorais aponta claramente para um cenário de polarização, com um território definidor da disputa -Curitiba/RM- e também para uma disputa pelo imaginário e anseios do eleitor, elementos subjetivos que ganharão contornos mais nítidos durante a propaganda eleitoral pela televisão e o rádio em agosto. Outro dado relevante das pesquisas, é a vantagem da coligação encabeçada por Osmar Dias na disputa pelas duas vagas do Senado, tanto Gleisi Hoffmann(PT) como Requião(PMDB) lideram com certa folga. Vamos aguardar a vinda de Lula no sábado, sem dúvida, um fato político que impulsionará mais ainda a nau capitaneada por Osmar Dias.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A campanha eleitoral na internet

Ivanovick*

A internet é uma ferramenta maravilhosa, de muitas possibilidades e que apresenta novidades a cada dia. Ela tem entre seus méritos a comunicação instantânea, a possibilidade de expressão pessoal e o acúmulo colaborativo do pensamento e do conhecimento. Por tudo isso e muito mais, a internet é campo fértil e privilegiado para a mobilização e para a luta de idéias. Por tudo isso, a internet se tornou espaço fundamental e irrecusável para as campanhas eleitorais.

Vale lembrar, que como ferramenta, a internet em si não possui valores nem ética. Por isso, as informações nela disseminadas podem servir aos mais diversos interesses. Dos mais nobres aos criminosos. Os conteúdos da rede terão maior ou menor penetração de acordo com o interesse que suscitar e a credibilidade de seus emissores ou propagadores. Cito a Gripe A (H1N1) como exemplo: conheço pessoas (várias) que não tomaram a vacina fornecida pelo governo pois leram e-mails que afirmavam que a vacina continha células cancerígenas. É claro que isso é um extremo, mas como em qualquer espaço de informação, a questão da credibilidade é fundamental. No caso da gripe, a credibilidade (duvidosa, é claro) se construiu por que alguém acreditou e repassou a mensagem.

O que isso tem a ver com a campanha na internet? Muito simples: a campanha política ganha espaço e obtém resultados favoráveis no terreno virtual na medida em que ela conquista credibilidade. E essa credibilidade só pode ser construída por pessoas. A credibilidade do candidato, do seu partido e dos seus apoiadores.

Por isso a campanha eleitoral na internet deve ser essencialmente colaborativa, praticamente no boca a boca, para que cada apoiador empreste a sua credibilidade pessoal, como amigo, parente, colega de trabalho, de estudo, de bar, etc. Pouco adianta colocar robôs para mandar milhões de e-mails pedindo voto. Ao contrário, sem os devidos cuidados, e-mails em massa podem causar antipatias, dores de cabeça e até problemas com a justiça eleitoral. Um belo site, repleto de recursos multimídia será um espaço vazio se não houver uma rede de apoiadores com inserção nas redes sociais que divulgue diretamente as propostas e as idéias dos candidatos.

Aí que está o ponto. Os candidatos e candidatas devem usar a internet, isso é praticamente irrecusável. Mas eles podem (devem) escolher se vão usar somente como um apoio à campanha em si ou se eles querem realmente usar a internet para conquistar eleitores. Se o caso for o segundo, isso exige uma abordagem e um planejamento diferenciado. Mais do que tudo, exige um time de apoiadores que já estejam presentes na internet. Gente que edite blogs, e não só sobre política; gente que tenha contas no Orkut, Facebook, Twitter, MySpace, etc; gente que tenha e-mail e o use regularmente para conversar com os amigos, que participe de grupos de debate... Enfim, gente de verdade que tenha presença efetiva na rede. Sem esse time, as candidaturas podem até fazer uma bela figura, com propostas avançadas e um belo site cheio de recursos, mas farão poucos votos na rede.

No caso da campanha presidencial, as coordenações estão mobilizadas e com os times organizados. A candidatura de Dilma Rousseff, por exemplo, conta com o exército de milhares de blogueiros voluntários espalhados pela Brasil. Esse time não será mero reprodutor de conteúdos elaborados pelos marqueteiros da campanha. Esse conteúdo é necessário, mas a natureza colaborativa da internet pede pluralidade e inteligência coletiva.

A internet também é terreno fértil para disseminações de provocações, denúncias (muitas delas vazias) e toda a sorte de baixarias entre candidatos. Um dos principais papéis do time de cada candidatura é não deixar as provocações sem resposta. Voltando ao exemplo da Gripe, os governos federal, estaduais e municipais, através do ministro e dos secretários de saúde fizeram várias declarações na imprensa para desmentir os e-mails que falavam da vacina. Uma mentira pode passar por verdade se não houver esclarecimento.

Uma idéia que pode funcionar é a criação de comitês de internet (virtuais, é claro) em que os militantes e apoiadores da candidatura possam trocar informações e conteúdos para a divulgação de seu/sua candidato/a. Isso pode funcionais em forma de lista de e-mails, sala da chat, comunidade no Orkut, página no Facebook, com apoio de Blog e Twitter.

Um/uma candidato/candidata que já tenha presença na internet, nas redes sociais, que já seja blogueiro militante ajuda bastante. Mas, se não for o caso, não adianta forçar. Uma das coisas mais detestadas na rede são os fakes (falsos, perfis enganos). Então, se for colocar algum/a assessor/a ou um profissional da comunicação para pilotar a presença do/a candidato na rede é melhor deixar isso claro, se não, a credibilidade pode ser esgotada já na saída.

Por fim, generosidade, simpatia, boas propostas e firmeza são qualidades que se prestam bem, tanto na internet como na vida.

Boa campanha!

Sugiro a leitura da entrevista de Marcelo Branco, coordenador da campanha da Dilma na internet, concedida ao jornal O Estado de S.Paulo, via blog do Altamiro Borges.
Além dessa entrevista, no Blog do Miro há outros textos muitos bons sobre o assunto.

* Ivan Souza (Ivanovick) – Formado em Letras pela UFPR, estudante de jornalismo, Assessor de comunicação, Secretário de Comunicação do PCdoB de Curitiba, membro da Comissão Política Estadual do Partido.

Com Lula, Dilma e Osmar Dias, vamos reafirmar compromisso com empresas públicas, diz Pugliesi

Os partidos da coligação “A União Faz Um Novo Amanhã” (PMDB-PT-PDT-PR-PSC-PCdoB) preparam uma grande festa popular para o presidente Lula e presidenciável Dilma Rousseff no próximo sábado (31), em Curitiba. “Vamos receber Lula e Dilma junto com o nosso candidato a governador Osmar Dias e reafirmar nosso compromisso de defender a gestão pública das empresas estratégicas para o desenvolvimento do nosso Estado e do Brasil”, informou o presidente do PMDB do Paraná, deputado Waldyr Pugliesi.

De acordo com Pugliesi, o que vai estar em jogo nas eleições de 3 de outubro é um projeto de nação contra a política do entreguismo capitaneada pelo neoliberalismo econômico. “Vejam o caso do nosso Estado, o lado de lá já vendeu nossas estradas, doou o Banestado, e quase conseguiram nos tomar a Copel e a Sanepar, nossas companhias de energia elétrica e de saneamento básico”, informou.

Lula e Dilma virão ao Paraná para fortalecer os candidatos da coligação e participar de uma grande manifestação a partir das 10h na Boca Maldita, no calçadão da Rua XV, no centro de Curitiba. “O Lula é o presidente mais popular da história do Brasil e com certeza vai alavancar a candidatura do Osmar, como já fez com a da Dilma”, disse Pugliesi.

GRANDE ALIANÇA – O comício com Lula contará ainda com participação do governador Orlando Pessuti (PMDB), do candidato a vice de Osmar, Rodrigo Rocha Loures e dos candidatos ao Senado Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT). Segundo o candidato ao Governo do Estado Osmar Dias, o presidente vem ao Paraná para consolidar a coligação, articulada pessoalmente por Lula.

“Construímos a aliança mais forte já feita para uma eleição no Paraná. E na hora em que não estávamos conseguindo, o Lula interferiu diretamente para que o Pessuti abrisse mão”, afirmou Osmar. A preocupação do presidente, segundo ele, era pela continuidade das políticas que elevaram de classe, nos últimos oito anos, 32 milhões de pessoas.

“Ele me pediu para ser candidato defendendo os programas executados pelo Governo Federal no Paraná. Também cobrei apoio, e por isso ele virá a Curitiba”, disse Osmar. Segundo o presidente estadual do PT, Enio Verri, o comício se tornará um marco da campanha eleitoral deste ano. “Será um momento histórico, estamos com uma forte articulação no interior para que todos prestigiem o evento. Não tenho dúvidas que será o maior evento desde as Diretas Já em Curitiba”, afirmou.

CONVOCATÓRIA – O chamamento para o encontro com Lula e Dilma envolve candidatos a deputados estaduais e federais, militantes, dirigentes partidários, prefeitos e vices e vereadores dos seis partidos de Curitiba e Região Metropolitana que integram a aliança. Os detalhes da convocatória foram definidos na última sexta-feira (23) em reunião convocada pela coordenação-geral da campanha de Osmar Dias, no diretório estadual do PMDB em Curitiba.

A expectativa da coordenação-geral é reunir 30 mil pessoas na Boca Maldita da capital. A mobilização, segundo Joel Benin, da Executiva Estadual do PCdoB, é feita com carros de sons em todos os municípios da região metropolitana, nas redes sociais da internet, nos movimentos sociais e principalmente junto aos estudantes.

“O nosso governo é o governo do Jovem. O nosso candidato ao Governo é autor do projeto que criou a Lei do Estágio e o presidente Lula e a ministra Dilma são os criadores do Prouni – programa universidades para todos”, destacou. A presidente do PT de Curitiba, vereadora Roseli Isidoro, disse que se a disposição de todos os partidos for igual a do PT, mais de 30 mil pessoas serão mobilizadas para encontrar Lula e Dilma.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Municípios intensificam trabalho na montagem de comitês

Reunidos no último final de semana, 15 municípios da microrregião de Pato Branco definiram ações para intensificar a formação de comitês municipais de apoio às candidaturas de Dilma Rousseff, Osmar Dias, Roberto Requião e Gleisi Roffmann. A meta para a formação de comitês amplos e participativos ficou definida até a próxima sexta-feira (30).

Participaram do encontro mais de 100 lideranças, entre prefeitos, vereadores e dirigentes partidários do PCdoB, PMDB, PDT, PT e PR. Também estiveram presentes os deputados Zucchi (PDT) e Anibéli (PMDB), que ratificaram a coligação frente às suas bases eleitorais. Durante as discussões da reunião, diversos prefeitos destacaram o contentamento com as pesquisas divulgadas nos últimos dias, apontando um crescimento significativo da campanha de Osmar Dias, diminuindo cada vez mais a diferença com Beto Richa.

O principal destaque dos debates entre as lideranças presentes, foi para que todos atentem à necessidade de que a atuação aconteça com a amplitude que a vitória exige, cabendo aos prefeitos, vereadores e lideranças incluir nesta primeira etapa todos os filiados, independente da legenda a que pertençam, deixando em segundo plano as disputas locais
que eventualmente ocorreram nas campanhas passadas.

Para o militante comunista e coordenador do PCdoB na região Sudoeste, Nereu Ceni, "é natural que hajam diferenças entre os partidos da coligação, pois são grandes e buscam em cada eleição o fortalecimento, lançando candidatos nos principais municípios da região". Em sua explanação, o dirigente comunista convocou todos para a tarefa de eleger Dilma e continuar o projeto de nação avançada, democrática e de maior desenvolvimento social e econômico, dando seqüência às políticas do governo Lula.

Quanto ao cenário estadual, Ceni afirmou que "o fato de não termos apoiado o Osmar nas eleições anteriores, só confirma que sua base de apoio ampliou e fortalece sua vitória com as cores da igualdade e do progresso, características históricas do PCdoB", e ao final aceverou, "nos sentimos gratificados de termos, nesta campanha, a companhia do de partidos e lideranças que nunca estiveram com Lula, com Gleisi e Requião. Isso demonstra o crescimento e a certeza da vitória”.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Chico Brasileiro: Um cenário excepcional para a vitória





Um cenário político excepcionalmente favorável criado em Foz do Iguaçu suscitou a possibilidade local - e real - do PCdoB eleger um deputado federal pelo Paraná, ampliando assim a representação congressual que, numericamente, já não faz jus à força que o partido adquiriu junto ao movimento social brasileiro e na esfera política. Assim nasceu minha candidatura, que se somou à de Ricardo Gomyde.

Por Chico Brasileiro*Diversos fatores confluíram para compor o cenário político favorável que deu origem à minha candidatura e robustece cada vez mais sua perspectiva de vitória. Nos últimos anos foi notável o crescimento qualitativo e quantitativo do PCdoB iguaçuense, sobretudo a partir dos fortes vínculos que cimentou com o movimento social, em estreita ligação com os bem avaliados mandatos partidários na Câmara de Vereadores. É também positiva nossa participação nas duas administrações do Prefeito Paulo MacDonald Ghisi, do PDT, primeiro quando estive à frente das secretarias da saúde e da administração e agora com o exercício da Secretaria da Educação pela dirigente partidária Joane Vilela.

Com tal base político-institucional do PCdoB em Foz do Iguaçu, foi natural que meu nome surgisse como consenso entre as forças democráticas, partidárias e não partidárias, para atender a um pleito local muito forte de garantir ao município uma voz na Câmara Federal. Tal circunstância possibilitou extensa agregação em torno da minha candidatura, num arco que vai de lideranças importantes do movimento social a dirigentes da indústria e do comércio locais, do Prefeito Paulo MacDonald Ghisi, que participa ativamente da campanha e do Diretor-Geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, à influente comunidade árabe local, a segunda maior do Brasil, liderada pelo sheik Mu hsen Hussein, e ainda da Sociedade Árabe Palestina de Foz do Iguaçu.

Leve-se em conta as dimensões de Foz do Iguaçu para que se tenha uma noção de grandeza do território físico e político do cenário que mencionei. Quarta maior cidade do Paraná, com 325 mil habitantes e 184 mil eleitores, Foz do Iguaçu polariza duas das mais importantes regiões do Estado - Oeste e Sudoeste - que reúnem mais de 70 municípios e cerca de 900 mil habitantes. Não é por menos que foi a cidade paranaense mais visitada pelo Presidente Lula – sete ou oito vezes.

No andar da campanha, constato apoios fundamentais provindos de áreas essenciais que se ramificam por todo o Paraná. É o caso, por exemplo, dos secretários municipais de saúde, com os quais perfilei nas lutas em defesa do SUS. Ou dos árabes, espalhados pelo Estado, agora mobilizados por suas lideranças para se somaram à minha candidatura. Importantes segmentos da sociedade paranaense trazem seu apoio pois, desse modo, vislumbram a possibilidade de restaurar o valor e a lisura do nosso parlamento.

Sinto-me feliz em poder desempenhar esse papel que meus camaradas e parcelas importantes do povo paranaense me conferem. Sinto-me feliz em constatar que, candidato a Deputado Federal pelo PCdoB do Paraná, nada faço senão dar coerente seguimento a uma longa jornada que se iniciou ainda em minha adolescência, junto aos bispos progressistas do Nordeste, em defesa daquele povo valoroso e sofredor. Dos meus 16 anos para cá construi vida política sem saltar de galho em galho. Nos 28 anos que me separam daqueles primórdios juvenis, mantive sempre um nexo político e ideológico inquebrantável, consciente e racional com o único partido a que pertenci, o PCdoB. E digo isso com muito orgulho, porque este partido me ensinou a ser cidadão, a encarar os desafios da sociedade. Ainda assim, sempre agi com amplitude política e respeito aos que pensam diferente.

Aprendi a fazer política dede as primeiras tarefas das quais o Partido me incumbiu, como a de participar de um piquete em uma greve de canavieiros no interior da Paraíba. Lembro-me até hoje da cidade de Mataraca, na Paraíba, onde varávamos as noites organizando os piquetes para que a greve desse certo e garantíssemos que os canavieiros da Paraíba não fossem massacrados pelos usineiros.

Aprendi a fazer política com “P” maiúsculo na luta pelas Diretas-Já, na campanha presidencial de Tancredo Neves que, vitoriosa, derrubou a ditadura militar; na Assembléia Nacional Constituinte, na criação da União da Juventude Socialista, no movimento estudantil universitário, integrando a tendência Viração.

Foi, aliás, no movimento estudantil que, pela primeira vez, ouvi falar de Lamia, a palestina presa em Israel, condenada a prisão perpétua por defender o direito de um Estado Palestino. E a partir daí passei a colher assinaturas para um abaixo-assinado em defesa da liberdade de Lamia. Comecei a estudar a causa palestina. E lhes digo: até hoje sou um lutador ardoroso para que aquele sofrido povo seja respeitado em
seu direito de possuir seu território livre e autÃ?nomo naquele canto que é o seu canto histórico. Não é gratuito, portanto, que minha candidatura conte com o entusiástico apoio de amplos setores da comunidade árabe do Estado, a partir dos núcleos de Foz do Iguaçu, que deseja me transformar em porta-voz de sua causa na Câmara Federal.

Formado em odontologia pela Universidade Estadual de Campina Grande, na Paraíba, mudei-se para Foz do Iguaçu em 1990. Participei da reorganização do PCdoB na cidade, integrei-me ao movimento social, elegi-me vereador em 2000, reelegi-me em 2004. Candidato a Deputado Estadual em 2006, obtive expressiva votação. Dois anos depois integrei a chapa vitoriosa do Prefeito Paulo MacDonald Ghisi na condição de Vice-Prefeito.

Agora meu nome está posto. Não vamos temer os tubarões que estão com malas comprando lideranças e tentando subornar consciências, não vamos temer os reacionários, não vamos temer os conservadores, porque já os derrotamos por muitas vezes nas ruas e nas lutas. Vamos vencê-los novamente, convictos, acima de tudo, que as vitórias do nosso PCdoB representam a vitória do povo brasileiro na grande caminhada por um novo Brasil, democrático, socialmente justo, soberano e socialista. Um Brasil ético onde o poder seja realmente instrumento de mudança na vida das pessoas.

Chico Brasileiro é odontólogo, Vice-Prefeito de Foz do Iguaçu,
Secretário-Geral do PCdoB do Paraná e candidato à Deputado Federal.

Fonte: Site do Chico Brasileiro

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Deus e o destino não são responsáveis pela pobreza, diz Dilma

A candidata disse que Deus e o destino não podem ser responsabilizados pela pobreza e os infortúnios. Segundo ela, “a mão imperfeita” das pessoas que conduz mal as políticas públicas.

“A pobreza não é resultado do destino. Não foi Deus que construiu um país tão desigual. Foi a mão imperfeita de homens e mulheres. Isso acontece quando nos afastamos dos desígnios de Deus”, afirmou Dilma, na sede nacional das Assembleias de Deus no Brasil. “Está nas escrituras, o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem no dia seguinte.”

Acompanhada pelo candidato a vice-presidente na chapa PT-PMDB, deputado federal Michel Temer (PMDB), do chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, parlamentares, candidatos nas próximas eleições e líderes evangélicos, Dilma fez um discurso de pouco mais de 20 minutos citando várias passagens bíblicas.

Segundo a candidata, o objetivo dela, se eleita, é dar continuidade a vários projetos iniciados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eleita, vou dar continuidade ao projeto do presidente Lula e aprofundar [em várias áreas]”, afirmou Dilma. “O povo evangélico deste país também é o povo do governo Lula.”

Para Dilma, os programas sociais devem considerar o apoio à solidez familiar e também às questões relativas aos jovens, às crianças, aos idosos e aos deficientes.

Segundo ela, para assumir um cargo de comando e por em prática as metas definidas é preciso lembrar do pedido do rei Salomão – que governou Israel por 40 anos e foi considerado um dos mais sábios. “Quero ter sabedoria e discernimento nesta caminhada”, disse ela.

O presidente das Assembleias de Deus do país, deputado e pastor Manoel Ferreira (PTB-RJ), defendeu a candidatura de Dilma. Segundo ele, o Brasil está no rumo certo e por isso não há razão para mudar a orientação política. “Temos aqui a timoneira [Dilma]. Estamos no rumo certo, então por que mudar?”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil/Vermelho