terça-feira, 3 de novembro de 2009

Lula estará presente ao Congresso do PCdoB

Lula muda agenda em Londres para ir ao Congresso do PCdoB.

O Palácio do Planalto confirmou nesta terça-feira (3) que o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva participará do ato político do 12º Congresso
do PCdoB, na próxima sexta-feira (6). Lula remanejou sua agenda em
Londres para garantir sua presença. O ato dos comunistas, aberto ao
público, será às 19 horas, no auditório do Anhembi, zona norte de São
Paulo, que sediará o Congresso.

Lula virá para São Paulo após uma visita oficial a Londres, e teve que
fazer mudanças na programação de modo a conciliar as agendas. Um café
da manhã com o primeiro ministro britânico, Gordon Brown, foi
cancelado. O presidente brasileiro, apoiado pelo PCdoB em suas cinco
campanhas eleitorais desde 1989, disse que fazia questão de estar
presente.

Também estarão presentes no ato político a ministra Dilma Rousseff
(Casa Civil) e o deputado Ciro Gomes (PSB), além de outros ministros,
governadores, dirigentes partidários e outros expoentes do arco de
alianças do PCdoB.

O fórum máximo do Partido Comunista reúne-se ordibnariamente a cada
quatro anos. Este será o sexto Congresso do PCdoB desde a conquista da
legalidade, com o fim da ditadura, em 1985. O tema principal do
Congresso será a aprovação do novo Programa Socialista do partido.

Da redação

PCdoB Oficializado em Palmas - Pr

Provisória Municipal do PCdoB oficializada em Palmas

Nas próximas eleições a população de Palmas terá mais uma opção, surgiu o PCdoB, a oficialização da Provisória Municipal ocorreu na última sexta-feira (23), na Câmara Municipal de Palmas. E, contou com a presença do Coordenador da Macro Região do Sudoeste, Nereu Ceni, representando o prefeito municipal, Hilário Andraschko, o Assessor, Tulio Hofmann, o Assessor da Divisão de Esportes, Claudio Lombardi, os vereadores, Claudio de Oliveira (PR), Vilmar Borges e Luiz Otávio Sendeski, ambos do PDT e Cesar Pacheco Baptista (PMDB), se fizeram presentes. E, também com cerca de 50 camaradas. Houve a apresentação de capoeira através do Grupo Guerreiros da Noite.

Em sua explanação, o Coordenador da Macro Região do Sudoeste, Nereu Ceni, relatou um breve histórico do PCdoB, de suas lutas e colaboração para o país. Ceni descreveu alguns pontos que o partido é favorável e será discutida na Conferência Nacional, dentre eles o financiamento público da campanha*****.

Ainda segundo Ceni, deve se desmestificar a palavra comunista, pois a população tem uma visão deturpada, devido à influência que ocorreu durante a ditadura militar. “Um dos diferenciais do PCdoB, é a atuação de sua militância, e, em Palmas não deve ser diferente, pois através dela que o partido consegue seu espaço”, observou.

No uso da palavra o presidente municipal, Tulio Hofmann filho, revelou a importância da sigla partidária e a colaboração que o PCdoB vai dar a atual administração, através de discussões que visem o bem de seu povo. “Teremos de romper paradigmas e desfazer mitos. Temos, entretanto, a convicção de que somos fortes o suficiente para levar á toda a população a verdadeira realidade e as propostas do PC do B. Vamos juntos, desconstruir as mentiras que as elites construíram contra nós, e conscientizar a população de Palmas sobre o que é, realmente, ser um comunista”, considerou o presidente.

Já o secretário de organizações, Paulo Bannake, falou sobre o projeto político do partido, com o fortalecimento nas eleições de 2010. Para, mais adiante, já em 2012, disputarmos a primeira eleição municipal, onde estaremos presentes com nomes exponenciais de todos os segmentos da sociedade pleiteando vagas ao Legislativo. Penso, porém, que podemos nos desafiar ainda mais, e, quem sabe, lançarmos o primeiro candidato comunista ao Executivo de Palmas. Para alguns, isto pode ser apenas pretensão. Para nós, um objetivo a ser alcançado”, finalizou.

Após finalizar o ato, houve uma reunião entre o Coordenador da Macro Região do Sudoeste, Nereu Ceni, os camaradas para definir a provisória que ficou dessa maneira constituída: Presidente, Tulio Hofmann Filho; Vice-presidente, Roberval Invernizzi; Secretário de Organizações, Paulo Bannake; Tesoureiro, Douglas Ferreira e demais membros, Erinéia Silva, Marcos Gomes e Marcio Mergen Lima.



segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Falando Sério - Coluna Semanal de Nereu Ceni


13º semana

EDUCAÇÃO
Até que enfim o senado federal retirou parte da DRU (Desregulamentação dos Recursos da União), que é a maneira que o Governo utiliza os recursos destinados aos ministérios para outros fins. Essa decisão representará para a educação básica mais R$ 10 bilhões por ano.

MAIS EDUCAÇÃO
Além do reforço no orçamento, que terá complementação até 2011, a educação básica no Brasil, também terá a ampliação do tempo de permanência na escola, que a partir de agora vai dos 4 aos 17 anos.

CONGRESSO
Nesta semana, de quinta a domingo, acontecerá em São Paulo o 12º Congresso nacional do PCdoB, estaremos lá representando o Paraná junto com vários camaradas eleitos, nos somando aos mais de 1 mil delegados de todos os estados do país. Na pauta a aprovação do NPDE (Novo Plano de Desenvolvimento) que é a proposta dos comunistas para um Brasil justo, sustentável e solidário.

PRESENÇA
Além do prestigio das diversas delegações estrangeiras o 12º Congresso do PCdoB, receberá as ilustres visitas dos pré candidatos Ciro Gomes (PSB) e Dilma Roussef (PT), além, é claro, do Presidente Lula.

CHUVA
O Alagamento em varias partes de Pato Branco, que se anunciava há anos infelizmente aconteceu na última terça feira, à tarde, deixando um rasto de incertezas e preocupações aos moradores e empresas da região.

CAUSA
A causa mais provável é a somatória de vários fatores como o solo encharcado que impossibilitou a infiltração d’água, acrescido de uma tromba d’água na cabeceira dos rios e córregos ao sul da cidade cujo volume foi muito superior as dimensões das galerias pluviais e das canalizações dos cursos d’água, mas o principal fator foi mesmo a crescente impermeabilidade do solo, provocado pela soma de todas as áreas pavimentadas (ruas, passeios, telhados, calçadas etc).

CONSEQUêNCIA
Os prejuízos materiais, segundo a defesa civil, aproximam-se de R$ 1 milhão, mas o pior é a incerteza de quando isso poderá ocorrer novamente aliado ao risco que as pessoas ficam expostas e de quebra a desvalorização dos imóveis na região.

O QUE FOI FEITO
Em 1987 na gestão do ex-prefeito Astério Rigon, foi elaborado o primeiro Plano de Uso do Solo de Pato Branco, que foi aprimorado por um amplo estudo em 1991, já na 1ª administração de Clovis Padoan, resultando no 1º Plano Diretor de nossa cidade. Participei da elaboração de ambos.
Todos os estudos, eu disse todos, apontavam para a necessidade de se reduzir a construção civil e a impermeabilização do solo em alguns pontos da zona sul, particularmente ao longo das bacias dos córregos e no entorno das nascentes, além disso, os estudos indicavam que os lotes deveriam ser maiores, com menor ocupação, além da redução drástica de novos loteamentos.

FOI FEITO ?
O atual Plano Diretor, aprovado na Câmara em 2008, mas ainda não regulamentado, portanto sem poder ser aplicado na prática, também indica o uso restrito em algumas áreas na Zona Sul da cidade, mas nos últimos anos, muitos loteamentos foram aprovados naquela região.

EM RESUMO
A lógica dos alagamentos pode ser resumida genericamente assim: quanto mais lotes, mais construções, mais ruas, mais passeios, mais calçadas, mais o solo fica impermeável, reduzindo a infiltração das águas das chuvas no solo, em conseqüência disso às águas correm sobre as ruas que vão para a tubulação pluvial (quando existem) e desta para os córregos e rios, até chegarem aos pontos mais baixos, em que os rios são mais planos e o seu tamanho não consegue escoar toda a água, então ela sobe e invade as casas, lojas, ruas e tudo que tiver pela frente.

REMÉDIO
Embora tentem explicar o alagamento como coisa do destino, o que definitivamente não é o caso, essa lógica não é o principal problema, podemos conviver perfeitamente e em harmonia com as trombas d’águas, com as pessoas e suas casas, prédios e lojas, desde que na medida certa. É como remédio: tem que tomar na dose certa!

O QUE PRECISA SER FEITO
Em primeiro lugar é necessário popularizar o Plano Diretor, explicando à sociedade, a sua importância para o crescimento da cidade de forma sustentável e consequentemente conscientizar a todos sobre os riscos crescentes dos alagamentos e os prejuízos que eles acarretam.

DEPOIS...
Feito isso com a efetiva participação popular e não apenas populista, deve-se contratar um estudo técnico (a UTFPR esta aqui!), para medir qual a capacidade da região em absorver as águas das chuvas, seja pela infiltração no solo, seja pelas galerias ou por outras áreas de escape, e com isso tornar claro e público, os riscos a que a população está exposta, além das medidas e investimentos a serem realizados nos próximos anos, além dos indicadores do risco de novos alagamentos.

QUANTO CUSTA ?
Isso tudo custa muito pouco se comparado com o montante dos prejuízos de mais de R$ 1 milhão apontados pela municipalidade na última semana, na verdade trata-se de investimento para essa e as futuras gerações. Parte dos custos poderia ser suportada com a economia no gasto com out doors para propaganda pessoal e nos foguetórios das inaugurações.

A DESVALORIZAÇÃO
Nesta semana alguns proprietários da baixada e arredores me procuraram falando dos seus prejuízos e da preocupação com a desvalorização imobiliária na região, coisas que podem ser restituídas, se aplicados os instrumentos legais de política urbana contidos no Estatuto das Cidade, uma lei federal que foi aprovada em 2001 e que já deveria estar regulamentada nos municípios com mais de 20 mil habitantes desde 2006.

COINCIDÊNCIA
A pior coincidência é que na mesma região alagada fica o estrangulamento do sistema viário de Pato Branco, para quem se desloca no sentido norte-sul e vice versa. Muita gente boa lembrou da perimetral leste que há anos vimos propondo e fez parte dos nossos Planos de Governo nos debates das eleições de 2004 e 2008.

FÓRUM
Na última terça feira, pela manhã, teve reunião do Fórum de Desenvolvimento local, na pauta, além dos debates sobre os indicadores da saúde pública, discutiu-se também o projeto de recuperação do Córrego do Penso, e sua micro bacia que vai do Bairro Planalto, passando pelo Bela Vista, Aeroporto, Vila Esperança até o Bortot. Coincidentemente, nesta reunião apontei a necessidade de se construir os Parques Lineares ao longo dos rios que cortam a cidade e os riscos de alagamento. À tarde, São Pedro nosso padroeiro, mandou água.

À DISPOSIÇÃO
Todas essas idéias e soluções que apresentei nesta edição do FALANDO SÉRIO estão à disposição da municipalidade, visando evitar novos alagamentos e principalmente para oferecer tranqüilidade e segurança aos atingidos. Alias, essas soluções venho apontando desde 2004. Já se passaram quase 6 anos e muito pouco ou quase nada foi feito. Infelizmente precisou desta tragédia para reascender o debate e tomara que a partir de agora se tomem medidas concretas!



Pensem nisso que eu volto na semana que vem...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Gomyde não consegue vaga na direção nacional do PCdoB

O assessor do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde, não conseguiu assento na direção nacional do PCdoB, que elegerá o novo Comitê Central no 12º Congresso Nacional, de 2 a 5 de novembro, em São Paulo.

De acordo com o Portal Vermelho, de 100 membros a futura direção do PCdoB poderá possuir dois paranaenses: Raimundo Milton Alves de Souza e Thiago de Andrade Pinto.

O nome de Ricardo Gomyde havia sido sugerido por dois membros da direção estadual do partido no Paraná, mas não foi contemplado na nominata divulgada ontem pelo Comitê Central.

Thiago é a novidade do Paraná no Comitê Central do PCdoB. Tem apenas 27 anos, é economista, líder de equipe de produção, membro do Comitê Estadual e vice-presidente do partido de Curitiba. Também é dirigente da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB), seção estadual.

Ricardo Gomyde está em Nova York, onde participará no domingo de uma maratona internacional com percurso de 42 km.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

PCdoB: Comitê Central debate caminho brasileiro para o socialismo

A última reunião o Comitê Central antes da plenária final do 12° Congresso do Partido Comunista do Brasil teve início, nesta sexta-feira (23), com o debate da proposta de um Programa Socialista para o Brasil, cuja versão final foi apresentada por Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB, para ser submetida à deliberação pela direção comunista.
Partido Vivo - 23/10/2009

Estava pautado também o debate e a aprovação do projeto de Resolução Política ao 12º Congresso do PCdoB sobre a Situação Conjuntural do Brasil, o projeto de Resolução Política sobre a Situação Internacional, o Balanço do Trabalho de Direção do PCdoB 2005-2009, a proposta de Regimento Interno do 12º Congresso, além da apresentação do balanço da mobilização partidária ao 12º Congresso.

Na apresentação do Projeto de Programa Socialista para o Brasil, abrindo os trabalhos, Renato Rabelo ressaltou o esforço de síntese feito para produzir um documento mais enxuto, preciso e, por isso, que possa conquistar um maior número de leitores e, ao mesmo tempo, apresentar as teses ali defendidas com mais nitidez e clareza.

Ele chamou a atenção para alguns pontos. Primeiro, ressaltou que, ao tratar do Brasil, o Projeto enfrenta algumas opiniões negativistas sobre a história e a construção de nosso país, que existem mesmo no campo progressista.

Lembrou os dois ciclos de avanço civilizatório já vividos pelo país - o primeiro incluindo a formação do povo, da Nação e do Estado, e o segundo marcado pelo nacional desenvolvimentismo inaugurado pela revolução de 1930, com o reconhecimento dos direitos dos trabalhadores, e com o progresso educacional e cultural. Mas cujos resultados são avaliados negativamente por análises controversas que ressaltam os problemas - entre eles a escravidão e o massacre das lutas pela liberdade - e esquecem o resultado positivo e grandioso da formação de um povo novo e uno, com uma cultura nova e uma civilização própria.

O segundo ciclo esgotou-se, lembra Renato. E a eleição de Luis Inácio Lula da Silva, em 2002, abriu uma nova etapa em nossa história, abrindo a perspectiva de um terceiro ciclo, um novo horizonte em cujo limiar o país se encontra.

Essa perspectiva resulta do desenvolvimento político do país e aponta para o início da transição para uma nova sociedade, a sociedade socialista. Mas isto ainda não basta, advertiu Renato. O projeto de Programa Socialista precisa apontar a transição, o caminho a ser trilhado para que se alcance este objetivo estratégico. Este caminho é o Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, que o projeto de Programa Socialista denomina, muito corretamente, de "caminho brasileiro para o socialismo". E que precisa também ser apresentado de forma concreta, contemplando por exemplo as formas de financiar o desenvolvimento, parte que foi acrescida ao texto proposto à aprovação do Comitê Central.


Questões controversas

O debate travado no Partido sobre o projeto de Programa Socialista mostrou um amplo apoio às idéias ali apresentadas, destacou Renato. E ele destacou algumas teses que tiveram ampla repercussão. Uma delas é a da correlação entre o terceiro salto civilizacional e a transição para o socialismo. É um programa que "se encaixa no processo histórico brasileiro" e dá "concretude ao projeto estratégico" brasileiro, que é a conquista de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento e que, nestas condições, "está no nível da política atual". Não é portanto uma proposta abstrata. Outra tese de ampla aceitação foi a centralidade da questão nacional uma vez que um projeto dessa natureza não se desenvolve fora do contexto nacional. Sua característica é essencialmente antiimperialista e ele envolve toda a nação, exceto a parcela aliada aos interesses imperialistas. Além disso cresceu a ideia da busca de um socialismo brasileiro, consagrando a idéia de que não há um caminho único para a nova sociedade, e indicando a necessidade de construção desse caminho próprio, nacional.

Mas há também um conjunto de outras questões que Renato Rabelo considerou como controversas entre os comunistas. Uma delas é a tese do povo uno, novo e singular. Há povo negro, como muitos defendem? Não, pensa ele: há povo brasileiro, resultado de um processo histórico secular que amalgamou origens humanas americanas, africanas, européias e, mais tarde, asiáticas; há também micro etnias indígenas.

O essencial, pensa ele, é o reconhecimento de que os brasileiros formam um povo novo e uno. É preciso reconhecer que há tensões no meio do povo e que é preciso avançar em sua resolução pois não pode "haver nação forte com povo de deserdados".


Programa revolucionário e classista

Além disso há um questionamento do caráter revolucionário e classista do programa. Renato não tem dúvida a respeito: o programa é revolucionário e classista. Ele ressalta a questão da transição, que é o objetivo estratégico maior. E o ponto de partido para alcançá-la é a conquista do poder político estatal pelos trabalhadores da cidade e do campo, aliados às massas populares urbanas e rurais, às camadas médias, à intelectualidade progressista, aos empresários pequenos e médios e àqueles que se dedicam à produção e defendem a soberania da Nação.
O Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento precisa representar um avanço em relação ao que já foi alcançado desde a posse de Lula, em 2003. Ele é o caminho, a transição, processo que não será feito com reformas parciais, mas reformas profundas que levam a rupturas. É um processo de acumulação de forças, que se faz com rupturas profundas. ele envolve a superação da fase rentista sendo, assim, uma forma de valorizar o trabalho e a renda dos trabalhadores ao apontar para a superação da defasagem hoje existente entre a renda do trabalho e a renda do capital. O Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, lembrou Renato, tem essência anti-imperialista, antilatifundiária e antioligarquia financeira e seu objetivo é superar a fase neoliberal e a culminância do capital rentista e parasitário.

Outro tema lembrado por Renato Rabelo, e que ainda causa divergências entre os comunistas diz respeito à definição de proletariado. O que interessa, diz ele, é o conteúdo das formulações e, nesse sentido, lembrou que toda classe tem diferenciações em seu interior - e a classe trabalhadora também tem, da mesma forma, por exemplo, que a burguesia está dividida em frações de classe.

Ele se referiu também à questão ambiental. Não se pode destruir o planeta, ressaltou. Entretanto, a partir desta constatação, os países ricos - cujo desenvolvimento foi responsável por graves agressões contra o meio ambiente - lembrando que, hoje, eles tentam impor a mesma divisão internacional do trabalho que os beneficie e coloca no centro da economia e do poder mundial, e que representa uma enorme desvantagem para os países pobres.

Finalmente, Renato Rabelo enfrentou o argumento que adverte para o risco de "eurocomunismo" representado pelas mudanças que o Partido vive nos dias atuais. O eurocomunismo, disse, colocou a questão e a luta institucional em primeiro plano, sendo uma experiência européia que levou à liquidação do partido. Mas, ressaltou, os riscos de liquidação existem pela direita e pela esquerda. Se houve o eurocomunismo, houve também a experiência do Partido do Trabalho da Albânia, que também fracassou. No caso brasileiro, disse, o erro que cometemos não foi o de enfatizar a questão institucional, mas o contrário.

Cometemos o erro de, durante 15 anos, participar apenas parcialmente da batalha eleitoral, indicando poucos candidatos somente nas eleições proporcionais, e praticamente escondendo a legenda do Partido. E a participação comunista em governos e parlamentos é ainda pequena. A audácia de nossos tempos visa ganhar o tempo perdido, disse. Além disso, lembrou que o Partido defende uma reforma política com ênfase nos partidos e em seus programas e não nos candidatos, que é a única maneira de fortalecer as agremiações. Ressaltou, além disso, que o partido não atua apenas na esfera institucional, mas em três frente, de forma articulada: as frentes institucional, social e na luta de idéias.




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Paulo A. Nitsche (Dodô)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

BOLSA FAMÍLIA É CULPADA PELA INCOMPETÊNCIA DE O GLOBO


Por Luis Nassif, em seu blog
1. Regiões mais ricas têm mais emprego formal.

2. Regiões mais pobres, menos emprego formal.

3. A Bolsa Família se destina às famílias mais pobres. Onde existe
menos emprego formal, existe mais Bolsa Família. Onde existe mais
emprego formal, menos Bolsa Família.

4. Logo…. Esqueça o “logo”. A lógica Rodolfo-Kamel não é socrática.

Manchete de O Globo de hoje:


Bolsa Família inibe expansão do emprego formal no interior

Em cidades onde o programa beneficia 71% das famílias, trabalho chega
a 1,3% da população

Criado para reduzir a miséria, o Bolsa Família, maior programa social
do governo federal, não gerou empregos no interior do país. Em 85
municípios onde o programa atinge em média 71% das famílias, o emprego
com carteira assinada só alcança 1,3% da população. Em Presidente
Vargas, no Maranhão, onde 80% das famílias são atendidas pelo
programa, empregos formais são contados nos dedos de uma mão: 4, para
10,2 mil habitantes, relatam os enviados REGINA ALVAREZ e SÉRGIO
MARQUES. Gestores reconhecem que o programa pode levar à acomodação e
que é difícil fazer funcionar as chamadas portas de saída. E a baixa
escolaridade, aliada à falta de capacitação, dificulta o crescimento
profissional. Páginas 3 e 4 (clique aqui para ler esse Prêmio
Pullitzer do jornalismo tupiniquim)


Donde se conclui:

1. 100% das matérias que O Globo escreve sobre o Bolsa Família têm
conclusões manipuladas e viés ideológico furado, piorando ainda mais a
baixa qualidade do jornal.

2. Logo, é o Bolsa Família quem emburrece O Globo.

PS – A matéria é honesta. A manipulação é da primeira página e dos títulos.

FALANDO SÉRIO



12ª semana

2º TURNO?
Neste domingo, com os votos sendo apurados, no vizinho Uruguai o candidato da esquerda José “Pepe” Mujica, da Frente Ampla deve ser o mais votado, segundo as pesquisas de boca de urna, isso se não fizer mais que 50% dos votos e ganhar já no 1º turno.

FLORES
O futuro presidente uruguaio, de 75 anos, é ex guerrilheiro Tupamaro, ficou preso por quase 14 anos, é um líder nato, de família humilde, cultiva flores nos arredores de Montevidéu e é admirador de Lula. Sua eleição reforça a tese de uma América Latina mais integrada e progressista.

ALIANÇAS
Esta semana a grande mídia, também conhecida como PIG (Partido da Imprensa Golpista), assim alcunhado pelo jornalista Paulo Henrique Amorin, se esmerou em explorar a frase de Lula que disse que no Brasil, “Jesus teria que se aliar a Judas” referindo-se sobre a necessidade de alianças políticas pra conseguir governar.

SANTA INOCÊNCIA!
Talvez por falta de assunto, os jornalões e seus papagaios dispersos pelo Brasil inteiro, se ocuparam na exploração religiosa da frase. Mal intencionados poucos explicaram que em nosso país, desde a década de 40 os governos praticam o que se convencionou chamar de “presidencialismo de coalizão” que nada mais é que a composição de um governo por vários partidos, única exceção foi o governo militar (1964 a 1985), por razões obvias !

CHAPA QUENTE
A convenção do PMDB de Pato Branco foi tão disputada que o resultado foi um empate em 247 votos, contudo o grupo de oposição formado pela Chapa 2 foi o grande vencedor, tanto é que conduziu o Vereador William Machado `a presidência do partido.

OPOSIÇÃO
Com a vitória da Chapa 2 que se identificou como “Requião e Pessuti”, o PMDB passa a ter mais nitidez oposicionista em relação ao governo local. Já era tempo !

PERIGO
A disputa teve lances acirrados, quando o deputado Moura e o secretário Jõao Aruda ameaçaram de intervenção o diretório, caso a chapa 2 ganhasse as eleições, argumentando que os oposicionistas estariam a serviço do ex partidário Aldair Rizzi, que foi se abrigar no ninho do PSB. Como deu empate talvez não haja intervenção!


E AGORA
O que se estranha é que a mesma firmeza de propósito dos dirigentes estaduais não foi aplicada ao ex-peemedebista Rizzi que filiou-se a um partido de oposição ao governo do estado, ligado umbilicalmente a Beto Richa e não sofreu nenhuma reprimenda. Continua no cargo e é candidatíssimo a uma vaga na Câmara Federal.

BURACOS
Quem circula pelas ruas de Pato Branco percebe o descaso com a pavimentação, os buracos se multiplicam a cada dia e de vez em quando vemos a velha operação tapa buracos, que não resolve nada, pois a cada conserto os buracos “trocam de lugar” e aumentam de tamanho.

SUJEIRA
Mas, segundo pesquisas, a maior reclamação das famílias que moram nos bairros é mesmo a coleta de lixo, inconstante e precária tem sido o maior ingrediente para a sujeira nas ruas e um convite para moscas, ratos e outros bichos rasteiros.

ABRA O OLHO
Tramita na Câmara Municipal um projeto de lei que trata da nova forma de cobrança do IPTU e ITBI. Embora as alíquotas sejam menores que as dos anos anteriores, há quem diga que haverá aumento na arrecadação, precisamos saber qual será o impacto no bolso de cada um.

AREA
A Associação Regional de Engenheiros e Arquitetos (AREA-PB) sugere que os vereadores façam uma comparação entre as formas de cobrança e divulguem para a população. Para um governo quem gasta uma boa grana com foguetes, não custará nada uma pagina a mais no diário oficial, informando aos nobres contribuintes o quanto terão que desembolsar no ano que vem para pagar o IPTU.

DESAFIO
Continua de pé minha sugestão de que o valor do IPTU arrecado em um Bairro deve ser reaplicado em dobro, no mesmo Bairro e naquilo que seja prioridade, obviamente sob consulta popular. É o que chamo de democracia direta, que só faz bem a cidadania, a participação e o engajamento daqueles que ajudam a construir nossa cidade.



Pensem nisso que eu volto na semana que vem...