terça-feira, 7 de julho de 2009

Itamar filia-se ao PPS e defende nome de Aécio para presidente


O governador Aécio Neves ganha, nesta segunda-feira (6), um aliado na sua campanha para se tornar o candidato do PSDB a presidente da República. Nesta tarde, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, o ex-presidente Itamar Franco (1992-1994) oficializa a sua filiação ao PPS, um dos que compõem a base de sustentação do governador de Minas, assim como integra o bloco de oposição ao governo Lula no Congresso Nacional.

Aos 79 anos de idade, os últimos três sem partido, quando muitos imaginavam que não mais se aventuraria na política, o controvertido político de Juiz de Fora volta à cena, prometendo fazer dura oposição ao governo federal, que ajudou a eleger. Itamar afastou-se de Lula depois de deixar, voluntariamente, o cargo de embaixador na Itália, em 2005. Sem esconder sua mágoa, ele diz que o petista o esqueceu.

Genioso, promete, também, fustigar o ex-presidente tucano, Fernando Henrique Cardoso, seu ministro da Fazenda no período em que exerceu a Presidência da República, após o impeachment de Fernando Collor.

Há muito Itamar não se entende com Fernando Henrique. Sempre que pode faz questão de contestar seu sucessor, principalmente se o assunto for o Plano Real. Expôs suas desavenças mais uma vez há poucos dias, nas várias entrevistas que concedeu, por ocasião do aniversário de 15 anos do mais bem sucedido plano de estabilização econômica do País, lançado em sua administração, em 1993. Ele insiste em ser lembrado como o líder que viabilizou a sua implantação.

''A todo instante assistimos na TV o PSDB comemorando os 15 anos do Plano Real. O plano foi elaborado por muitos partidos, não é só de um ministro. E é preciso lembrar que o Plano Real foi assinado pelo presidente da República'', reclamou ele, antecipando mais barulho até as eleições do ano que vem: ''Isso vai ter que ficar muito claro durante a campanha.''

Nos últimos anos, Itamar tornou-se um fiel aliado de Aécio Neves, que chegou ao Palácio da Liberdade em 2003 com apoio do ex-presidente. Hoje, é um dos mais ferrenhos defensores da candidatura do governador mineiro à Presidência da República, no ano que vem.

Convicto de que é hora de Minas voltar a deter o poder central, o ex-presidente costuma salientar as diferenças de comportamento do governador mineiro em relação ao adversário paulista: ''Serra atua nos bastidores. Aécio joga mais aberto'', elogia. E justifica assim o seu ingresso no PPS: ''É um partido que tem afinidades bem próximas ao que defendi ao longo da vida e, ao mesmo tempo, hoje, tem uma base de apoio muito forte ao governador em Minas''.

Mas, se Itamar Franco fala sem rodeios de seu candidato a presidente da República nas eleições de outubro de 2010, comporta-se como verdadeira esfinge quando se trata de revelar as suas aspirações políticas, agora que é uma das principais estrelas do PPS. Quando o Análise Política da Agência Estado quis saber sobre suas pretensões, o ex-presidente foi evasivo: ''Entro no PPS, por enquanto, num processo político e não eleitoral''.

Em conversas e entrevistas, ele descarta categoricamente a possibilidade de vir a compor uma chapa como vice de José Serra como forma de unir os dois maiores colégios eleitorais do país.

O certo é que a entrada do ex-presidente no partido liderado por Roberto Freire deve acirrar a disputa pelo governo de Minas, que já tem três pré-candidatos declarados: o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) e o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias (PT). Fiel a seu estilo, Itamar chega, mais uma vez, para embaralhar o quadro político.
Agência Estado

FARRA NO CONGRESSO - III







segunda-feira, 6 de julho de 2009

PCdoB e PT avaliam o quadro político e defendem palanque unido para 2010


As direções estaduais do PCdoB e do PT se reuniram na manhã destaquarta-feira, 01 de julho, na sede estadual do PT, para discutir o quadropolítico e as eleições de 2010. Os dois partidos são aliados históricos eestiveram juntos desde a primeira disputa de Lula à presidência, em 1989.


Gleisi Hofmann, presidente estadual do PT, abriu a reunião, deu boas-vindasaos dirigentes do PCdoB e lembrou que sua militância política começou noPartido Comunista. Ela fez uma breve análise do quadro político e afirmouque a prioridade do PT é construir amplas alianças nos estados; envolvendo,se possível, todos os partidos da base de apoio do governo Lula, com oobjetivo de construir sólidos palanques para a sucessão presidencial, com acandidatura de Dilma Roussef.


Milton Alves, presidente estadual do PCdoB, agradeceu a acolhida e afirmouque a prioridade nacional do PCdoB é contribuir para “uma terceira vitóriado povo nas eleições de 2010”. Nesse sentido, ressaltou a importância dealiança estratégica entre o PCdoB e o PT.


Vários dirigentes se manifestaram no mesmo sentido, e ao final de reunião ospartidos decidiram por encaminhar a formação de um grupo de trabalho paraacompanhar o quadro político e contribuir para a construção da candidaturapresidencial no Paraná. O lançamento desse comitê operacional com aparticipação de outras forças políticas ficou programado para agosto.


Também foi tratado uma ação mais coordenada do PT e do PCdoB nos movimentospopulares e sociais, como a luta em defesa da Petrobrás.


Os comunistas também informaram sobre a realização do 12o. Congresso dopartido, que terá seu lançamento estadual no próximo dia 11 de julho.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Começa guerra fratricida no ninho demo-tucano do Senado



O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), que representou no Conselho de Ética contra o presidente Casa, José Sarney (PMDB-AP), por contratação irregular de parentes e de favorecimento a um neto no caso do empréstimo consignado, pode experimentar do seu próprio veneno. Senadores tucanos e democratas acham que já existem motivos para que Virgílio também seja representado no Conselho. Ele emprestou de Agaciel Maia US$ 10 mil e mantém no exterior funcionário do seu gabinete pago pela Casa.


As desavenças na oposição começaram após o líder tucano ter defendido em plenário a investigação de todos os senadores que comandaram a primeira-secretária da Casa. Ocorre que nos últimos anos os cargos foram ocupados por parlamentares do DEM.

Por conta disso, segundo matéria publicada nesta quarta (1) no jornal Folha de S.Paulo, era comum ouvir de senadores do DEM: “se fosse o Sarney que tivesse tomado R$10 mil emprestado do Agaciel, Virgílio estaria fazendo um carnaval contra ele.” Ou: “como o tucano pode considerar normal ter uma servidora ganhando do Senado e morando no exterior. Na avaliação do DEM, o tucano deu motivos para uma representação contra ele no Conselho de Ética.”

Os próprios correligionários de Virgílio avaliam que ele errou ao tentar se defender da reportagem publicada pela revista ISTOÉ que trouxe à tona o empréstimo de Agaciel. Ele poderia ser forçado a deixar a liderança dos tucanos. Dentro do partido também já existe a análise de que ele pode ser representado no Conselho. Ao Correio Braziliense, alguns senadores do PMDB também confidenciaram que aguardam representação contra o líder tucano.

Mais desavenças apareceram no ninho tucano após a formulação da proposta para que Sarney se afaste e uma comissão de notáveis assuma a direção. A sugestão não agradou o tucano Marconi Perillo (GO), que na condição de vice-presidente da Casa, sentiu-se desprestigiado. Ele chegou a bater boca com Virgílio.

O mesmo pensa o atual primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), acusado de empregar lobista e uma cunhada do Ministério da Integração, diz que, a decisão do seu partido em pedir o afastamento de Sarney, reduz os seus poderes na Casa.

Heráclito Fortes também chamou a proposta dos tucanos de um ''golpe na Mesa, uma intervenção''. Bastante irritado, propôs uma ''renúncia coletiva'' de todos os dirigentes do Senado.

O fato é que, uma vez levado ao Conselho de Ética, Sarney não irá sozinho. Há o entendimento de que mais casos aparecerão contra os parlamentares. Sabe-se que a imprensa está despejando as denúncias a conta-gotas.


fonte: www.vermelho.org.br

A FARRA NO SENADO II







Redução de jornada opõe sindicalistas e empresários

Redução de jornada opõe sindicalistas e empresáriosCNI fala em aumento do custo de produção de até 15% com a medida. Entidade sindical, por outro lado, prevê a criação de 2,2 milhões de empregos – 120 mil só no Paraná

A avaliação sobre os possíveis efeitos da proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais – aprovada na segunda-feira pela comissão especial da Câmara dos Deputados –, colocou em campos opostos trabalhadores e empresários. Enquanto as centrais sindicais destacam a medida como parte da solução para a crise, entidades patronais avaliam que a proposta deve encarecer o custo da produção, causando ainda mais demissões.

Segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a redução da jornada deverá causar um aumento entre 10% e 15% nos custos dos setores intensivos de mão de obra. Já um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) considera que esse impacto será de 2%, com um potencial de geração de até 2,2 milhões de empregos em todo o país num prazo de três anos após a implantação da medida. No Paraná, a estimativa do Dieese aponta para a abertura de até 120 mil postos de trabalho.

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Helio Bampi, diz que a entidade recebeu com “grande pesar” a aprovação da medida. “A aprovação por unanimidade [na comissão] mostra uma certa vontade do Congresso em aprovar a medida em plenário. Para o setor produtivo, essa será uma segunda ‘pancada’, logo depois da crise”, avalia.
fonte: http://www.fetraconspar.org.br

Para a Fiep, o cálculo de que a redução da jornada de trabalho sem a redução de salário criaria novas vagas é distorcido. “[A medida] deve levar à diminuição da produtividade e à perda de competitividade da indústria brasileira, que ainda é intensiva em mão de obra e muito dependente do mercado externo”, garante.

Bampi acredita que, num primeiro momento, cada setor tentará compensar esse custo de alguma forma. “Mas, dentro de três ou quatro anos, a perda de competitividade vai significar a diminuição de postos de trabalho”, afirma.

O secretário-geral nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo, contesta a alegação, e diz que a indústria brasileira aumentou sua produtividade em 150% nos últimos 15 anos, tendo assim capacidade para absorver a redução na carga horária sem sofrer um “grande impacto”.

“Isso vai aumentar o poder de compra dos trabalhadores, injetando mais recursos na economia e fortalecendo o mercado interno, dando início a um ciclo virtuoso de crescimento, que também vai beneficiar as empresas”, considera o sindicalista.

O economista do Dieese-PR Cid Cordeiro argumenta que a redução deve se limitar a aproximadamente 60% do mercado de trabalho brasileiro. “Estimamos que 40% dos trabalhadores já trabalhem no regime de 40 horas semanais. O funcionalismo público, grande parte do setor de serviços e algumas categorias profissionais, como os bancários, por exemplo, não seriam impactados”, diz.
Cordeiro compara a atual resistência dos empresários à proposta ao debate que ocorreu durante a discussão das políticas de valorização do salário mínimo. “Na época, os empresários argumentavam que o aumento do mínimo elevaria o custo das empresas e promoveria demissões. Hoje é unânime a opinião de que essa valorização distribuiu renda e fortaleceu o consumo interno e a economia como um todo”, afirma.
Mais caro Número de horas extras pode dimuir
A última redução na jornada de trabalho foi garantida pela Constituição de 1988, que reduziu de 48 para 44 o número de horas trabalhadas pelos brasileiros por semana. À época, a medida não teve o impacto esperado na geração de novas vagas, em grande parte porque as empresas tentaram compensar a diminuição da carga horária com o pagamento de horas extras.

Desta vez, para evitar que a medida tenha o mesmo efeito, o projeto prevê um acréscimo de 50% para 75% no valor da hora extra, tornando-a mais cara para obrigar as empresas a contratar novos funcionários.

Para a advogada e consultora trabalhista e previdenciária do Centro de Orientação Fiscal (Cenofisco), Andreia Antonacci, isso gera o potencial de aumentar em até 30% a demanda por mão de obra nos setores empregatícios. “Ao mesmo tempo em que o trabalhador ganhará o mesmo salário trabalhando menos, ele deve estar ciente de que terá reduzido o número de horas extras que recebe, já que outra pessoa será contratada para compensar a redução”, explica.

quarta-feira, 1 de julho de 2009