terça-feira, 3 de maio de 2011
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Vamos com calma
Estamos todos muito contentes com o fato das comunidades do Cruzeiro e do Alemão estarem (pelo menos provisoriamente) livres do julgo do tráfico? Estamos felizes por ninguém ter morrido na invasão do Alemão? Claro, ou não são também os moradores dessas regiões, cariocas, brasileiros que têm direito de ir e vir? Estou feliz pelo Rio, pelo Brasil, por nós todos, mas principalmente, estou feliz por quem mora na Penha. No entanto preciso dizer: vamos com calma. A cobertura que grandes veículos de comunicação têm dado às operações policiais é de um triunfalismo perigoso que pode induzir a uma solução simplista (diga-se de passagem, muito mais sóbrias têm sido as declarações do Secretário de Segurança e do Governador do Rio). A população da Zona Sul carioca (como microcosmo de nossa classe média-alta brasileira) embalada com a cobertura televisiva, em geral, se divide entre a excitação com "o dia D" redentor e a frustração por não ter visto aqueles traficantes em fuga serem alvejados por um atirador num helicóptero.
As comunidades livres dos traficantes? É possível. Está havendo uma mudança de paradigmas quando se fala em tráfico de drogas, talvez o modelo do jovem de periferia armado vendendo pó esteja mesmo acabando. O Estado agora não pode sair das favelas reconquistadas, sob pena de repetição do esquema polícia-invade-muita-gente-morre-polícia-sai-o-tráfico-volta-e-toca-o-terror-na-comunidade, mas também não pode se manter lá só com a força policial, ou a mesma pode estabelecer uma relação de dominação semelhante à do tráfico ou das milícias com os moradores. O Estado precisa se fazer presente por inteiro. As UPPs são um ótimo primeiro passo, embora a polícia não tenha efetivo para se instalar agora nem na Penha nem em outras centenas de favelas cariocas dominadas por poderes paralelos. Na Vila Cruzeiro e no Alemão, o jeito vai ser deixar o Exército tomando conta por sete meses enquanto esses policiais da futura UPP são contratados e treinados. De tudo, o melhor foi ouvir que a prefeitura do Rio tem um plano de urbanização e políticas sociais e culturais para as favelas invadidas. Torço para que os agentes desse plano já façam companhia às Forças Armadas nesses sete meses, deixando alguns soldados livres para auxiliar no patrulhamento de fronteiras, impedindo que trezentos fuzis entrem no Complexo do Alemão.
Acabar com o tráfico? Aí é mais complexo. A única coisa que pode acabar mesmo com o tráfico é a legalização das drogas. Uma equação simples: enquanto houver consumo ilegal, haverá tráfico. De qualquer forma, a conquista de territórios perdidos e consequentemente das liberdades civis de seus moradores (conquistas que não combinam com abusos da polícia, que segundo alguns, participam de uma caça aos tesouros deixados por traficantes que fugiram pelo esgoto do PAC), é um grande avanço e merece aplausos, faz a gente pensar por que demorou tanto (Copa, Olimpíadas, não importa, antes tarde do que nunca). Me chamou atenção uma entrevista do chefe da polícia civil dizendo algo do tipo: "os bandidos da Rocinha que não se metam com a Zona Sul, senão vai sobrar para eles". Os ataques dos bandidos à Zona Sul do Rio certamente precipitaram a reação do Governo, mas o domínio de uma parcela da cidade por um poder que não o instituído já não é motivo suficiente para uma ação como a da semana passada?
Enfim, a retomada da Vila Cruzeiro e do Alemão pelo Governo é exemplar e importante especialmente para devolver direitos civis aos moradores das respectivas comunidades e as UPPs são um grande projeto, pois é o Estado finalmente se fazendo presente em bolsões de pobreza historicamente negligenciados por políticos.
Mas vamos com calma. É fundamental que haja uma reforma profunda na polícia; os policiais ganham muito mal (vale pensar sobre a PEC 300), são muito mal treinados, trabalham em péssimas condições e têm na corrupção uma cultura instituída. É urgente fortalecer as corregedorias e combater a corrupção policial! É preciso que as polícias ajam com a inteligência que demonstraram nas invasões; coordenadas. É fundamental que haja um patrulhamento nas fronteiras e rodovias e que se combata o tráfico de armas, que haja reforma do código penal para que o bandido perigoso não saia logo e para que o ladrão de galinha apenas preste serviços comunitários e é importante que se construam presídios de segurança máxima que impeçam um bandido de comandar seus negócios da cadeia. Tenho certeza que isso vai evitar muito sangue derramado na pura e simples política de confronto. Mas, mais do que tudo: a questão da segurança pública passa necessariamente pela questão social e isso não é esquerdismo naif. As comunidades pobres precisam deixar de ser tratadas como um caso de polícia. Precisam de hospitais, saneamento básico, emprego, esporte, lazer e principalmente educação e cultura. Assim como é melhor não deixar o fuzil entrar do que trocar tiro com ele, é melhor cuidar para que o jovem de periferia tenha alternativas antes que ele se transforme num daqueles cem caras fugindo que a gente viu na tv.
Wagner Moura é ator. Artigo publicado originalmente na página do deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ)
É de outros mundos que carecemos!
Enfim, é preciso descolonizar o pensamento e pararmos de querer ser de 1º mundo. É de outros mundos que carecemos!
Hoje sabemos, conforme nos informa a ONU, que os 20% mais ricos do planeta consomem 84% da matéria e energia transformada anualmente e que os 80% mais pobres só são responsáveis pelo consumo de 16%! Assim, vai por terra o mito malthusiano de que é o crescimento demográfico que estaria colocando o planeta em risco, haja vista ser a pegada ecológica dos ricos o maior problema. E a questão se complexifica ainda mais quando observamos que temos mais ricos e classes médias com esse padrão de consumo ditado pelo 1º mundo no 3º mundo do que no 1º mundo.
È o que podemos constatar com as informações insuspeitas do cientista social egípcio Samir Amim que nos informa que, considerando o universo somente da população urbana do mundo, temos 330 milhões vivendo como Classes Médias e Ricas nos países do centro e 390 milhões como Classes Médias e Ricas nos países da periferia! Enfim, temos mais ricos e classes médias na população urbana nos países da periferia do que nos países do centro! Hoje sabemos que 53% da população mundial é urbana e que 70% dos urbanos do mundo estão no 3º mundo.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Jefferson Tramontini: reacendem os velhos preconceitos
A terceira vitória popular consecutiva, ocorrida na eleição presidencial, se deu ainda com mais força que nas duas anteriores. Refletiu-se na eleição de governadores, bancadas estaduais, na Câmara e no Senado, com vitórias, muitas expressivas, de candidatos vinculados ao campo progressista e de esquerda.
Por Jefferson Tramontini*, no Blog Classista
Fonte: VERMELHO
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Vermelho bate novo recorde histórico: 1,6 milhão de visitantes
presidente do Brasil, o Vermelho voltou a bater seu recorde de
audiência. Durante os 31 dias de outubro, o “portal da esquerda bem
informada” somou quase 1,6 milhão de visitantes — o número exato foi
1.598.014.
Por André Cintra
Houve um crescimento de 46,38% em relação aos 1.091.696 visitantes de
setembro — mês em que o Vermelho já havia contabilizado, até então,
sua maior audiência histórica. Os números não levam em conta os
acessos do Partido Vivo, página institucional do PCdoB e principal
parceiro do Vermelho.
De uma média de 36.390 visitantes por dia em setembro, os acessos ao
portal saltaram para 51.548 na média diária de outubro. O número de
“page view” também disparou — de 8.275.717 páginas acessadas em
setembro para pouco mais de 10,5 milhões no mês passado.
Num único dia, 3 de outubro, o Vermelho foi acessado por 100.862
internautas — índice igualmente recorde. A data, um domingo, coincidia
com as eleições para Presidência, governos estaduais, Senado, Câmara
Federal, assembleias legislativas e Câmara Distrital. Foi mais que o
triplo da audiência obtida no primeiro turno das eleições 2006 (cerca
de 35 mil).
Desde o começo de 2010, o Vermelho tem ganhado milhares de novos
visitantes a cada semana. Mas os acessos se intensificaram sobretudo a
partir de julho, com o início da campanha eleitoral. “O Vermelho
cresceu durante este ano e bateu todos os seus recordes históricos
porque viveu, em toda a sua plenitude, o embate político-eleitoral da
sociedade brasileira”, analisa José Reinaldo Carvalho, secretário de
Comunicação do PCdoB e editor do Vermelho.
Segundo ele, um dos méritos do portal foi não ter desvirtuado sua
linha editorial, nem enganado os internautas. “Ao cobrir as eleições,
o Vermelho tomou partido, escolheu o lado certo e tornou-se um veículo
de comunicação militante, ativo, propositivo, polêmico e mobilizador.
Crescemos porque soubemos corresponder às expectativas do nosso
público. Somos profundamente gratos a este e aos nossos colaboradores
— sem os quais tal êxito não teria sido possível.”
Fonte: Vermelho
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Vitória contundente para avançar nas mudanças
e da luta popular no país. Foi clara a escolha do povo brasileiro pelo
aprofundamento da democracia, o fortalecimento da soberania nacional e
a promoção da justiça social, que marcaram o período do governo Lula e
estiveram na base do programa da presidente eleita. Os brasileiros
rechaçaram o atraso, o obscurantismo, o entreguismo e as ameaças de
criminalização das lutas e organizações populares.
Por José Reinaldo Carvalho*
As forças mais reacionárias mobilizaram-se em favor do candidato
tucano, José Serra, cuja propaganda ressaltava os traços biográficos
de ex-líder estudantil e democrata. Contudo, Serra e seu entorno na
verdade se comportaram como reacionários impenitentes e, embora
tentassem toda a sorte de camuflagens, acabaram revelando-se como
representantes do imperialismo, do capital financeiro, dos grandes
monopólios e latifundiários. Suas mensagens sobre a política externa
não deixaram dúvidas quanto ao seu alinhamento. Serra prometia ser o
algoz da Bolívia e o novo ponta-de-lança do imperialismo estadunidense
para tentar desestabilizar o processo democrático-progressista na
América Latina, pondo na alça de mira a Revolução Bolivariana liderada
por Hugo Chávez.
Serra e as forças do atraso que o sustentavam recorreram a tudo. Na
25ª hora, até o papa de Roma foi mobilizado como cabo eleitoral de
quinta categoria. Não levaram em conta que um povo que eleva pouco a
pouco a sua consciência política à base da própria experiência, deixa
com o tempo de escutar as vozes das catacumbas. O que em nada
contradiz com suas convicções mais íntimas inclusive as religiosas.
A presidente eleita Dilma Rousseff fez um afirmativo discurso da
vitória em que reiterou seus compromissos com a democracia e a
construção de uma nação justa, forte e progressista. Sabe que o abismo
que nos separa desse ideal é a manutenção de graves iniqüidades
sociais resultantes do sistema político, econômico e social das
classes dominantes, o que é revelador da magnitude dos desafios.
O caminho que transformará profundamente o Brasil passa
necessariamente pelas reformas estruturais. É inadiável a reforma
política, que aprofunde e amplie a democracia, com o fortalecimento do
voto proporcional, o financiamento público das campanhas, a interdição
de financiamento empresarial, igualdade na distribuição dos tempos
para propaganda política gratuita. O país precisa da democratização da
comunicação social, que não pode continuar refém do oligopólio de umas
poucas famílias; da reforma tributária que redistribua a renda e
combata as desigualdades regionais e sociais; da universalização de
direitos – educação, saúde, habitação – e de políticas e serviços
públicos. O Brasil está maduro para galgar maiores níveis de
desenvolvimento econômico, de política industrial, de defesa dos seus
recursos naturais, de uma revolução na área da ciência e tecnologia e
no soerguimento da infra-estrutura. O progresso social exige também a
continuidade da luta pela reforma agrária e a reforma urbana.
Poucas horas depois de proclamada a vitória de Dilma Rousseff, as
forças derrotadas, através da mídia a seu serviço, começam também a
apregoar reformas: reforma fiscal, reforma previdenciária, reforma
trabalhista e reforma política com cláusula de barreira e adoção do
chamado voto distrital (eleição de deputados por voto majoritário ou
misto majoritário-proporcional). Trata-se da velha plataforma
retrógrada, conservadora, neoliberal, anti-social e antidemocrática.
No discurso da vitória, falando como estadista, a presidente eleita
estendeu a mão à oposição, sem deixar de dizer com a maior clareza que
governará com os dez partidos que marcharam com ela desde o primeiro
turno, aos quais se agregaram novos setores e lideranças no segundo.
Este é o caminho: governo de coalizão e unidade das forças
democráticas e progressistas, sem hegemonismos autoproclamados ou
pré-estabelecidos.
Serra, no pronunciamento em que reconheceu a derrota, anunciou que vai
continuar sua luta. Outros cardeais tucanos anunciaram uma “oposição
forte”.
É assim que as coisas são. O momento é propício a uma grande unidade
das forças que querem efetivamente transformar o país. Convivência
democrática e institucional entre o governo e a oposição é algo
necessário, mas isto é bem diferente de unidade tucano-petista.
Ao novo governo, sufragado pela maioria absoluta dos brasileiros,
caberá conduzir o país no sentido de concretizar os compromissos
assumidos e corresponder às aspirações do povo brasileiro. Às forças
de esquerda e ao movimento social corresponderá apoiar sem vacilações
a presidente eleita e com ela lutar pela realização e o aprofundamento
das transformações sociais.
*Secretário Nacional de Comunicação do PCdoB
domingo, 31 de outubro de 2010
Da base à faixa! DILMA ROUSSEFF, PRESIDENTE DO BRASIL!
Com 92,23% dos votos apurados, a candidata da coligação Para o Brasil Continuar Mudando obteve 55,39 dos votos válidos contra 44% de José Serra e foi declarada eleita pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, por volta das 20h30. A abstenção atingiu 21,18%. O recado das urnas foi claro. O povo votou para consolidar e impulsionar o processo de mudanças iniciado em 2002 com a eleição de Lula.
sábado, 30 de outubro de 2010
Sorrateiramente, AI-5 Digital avança no Congresso Nacional
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
De céticos e cínicos
Algumas vozes espalham o ceticismo na imprensa, nas universidades, de repente passam do ceticismo ao cinismo, já não importa nada, tudo é ruim, cambalache, tudo é igual, o mundo vai para o pior dos mundos possíveis.
Foi uma atitude que foi amadurecendo ao longo das ultimas décadas, passou-se a achar que o século XX foi um século muito ruim para a humanidade, o pior dos séculos, etc. Uma atitude de melancolia, de desencanto, de desânimo, de abandono da luta, traduzida no ceticismo, na crítica, que se alastra para jovens gerações, precocemente envelhecidas.
Todos os governos, todos os partidos, todos os processos traem, decepcionam, se corrompem. O socialismo teria dado em totalitarismo – e se soma nisso à direita. Os sindicalistas só querem defender seus interesses. A esquerda e a direita são iguais, etc., etc.
Como as teorias parecem ser maravilhosas e as práticas concretas, não, preferem ficar com as teorias – se possível, misturando um pouco de Nietzsche, de Foucault, de Tocqueville. Pronto, o pessimismo está constituído como visão trágica do mundo.
Encontra-se lugar na velha imprensa para escrever, contanto que não se critique a própria velha imprensa, e se concentre em criticar a esquerda – a URSS, Cuba, a Venezuela, Lula, o PT. Terminam fortalecendo o desinteresse pela política, fortalecendo a direita e desalentando os jovens, enquanto ainda mantêm seu prestígio com eles. Depois de um certo momento já se confundem diretamente com a direita.
O ceticismo pode ser liberal, certamente não é marxista. O marxismo parte da realidade concreta, mas sempre na perspectiva da sua transformação. Esse pessimismo, somado ao catastrofismo, fortalece o mundo tal qual ele é, promove a impotência diante da realidade.
Uma análise dialética da realidade supõe a apreensão das contradições que articulam o concreto, desembocando em linhas de ações e não na perplexidade, na impotência, na passividade, na melancolia e no ceticismo.
No momento em que o povo brasileiro, no seu conjunto, pela primeira vez, começa a melhorar substancialmente suas condições de vida e o expressa em um apoio como nenhum governo teve, é triste ver uma parte da intelectualidade de costas para o povo, melancolicamente continuando a pregar que tudo está muito ruim, pior do que antes, brigando com a realidade, em um isolamento total em relação ao povo e ao pais realmente existente.
O otimismo, por si só, não é revolucionário, mas todos os grandes líderes revolucionários foram e são otimistas, porque acreditam sempre nas possibilidades de transformação revolucionária da realidade. Enquanto o ceticismo leva à inação e, muitas vezes, até mesmo ao cinismo.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Lembrou 89!
Veja mais...
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
A nova classe média
"Nos últimos anos, o Instituto Data Popular se transformou em uma das melhores referências do país sobre a nova classe média.
A nova classe média veio para ficar devido a um conjunto de fatores estruturantes, diz Renato Meirelles, sócio diretor do Data Popular.
O primeiro, é a juventude nas classes C, D e E. Fala-se muito no chamado “bônus demográfico” brasieiro – isto é, em um período extremamente favorável em que a maior parte da população estará integrando a população economicamente ativa."
Vale a pena ler na íntegra aqui ó...
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Maria Rita Kehl denuncia “dois pesos” do Estadão
Nesta quinta-feira (7), ela falou a Terra Magazine sobre as consequências de seu artigo: "Fui demitida pelo jornal o O Estado de S. Paulo pelo que consideraram um "delito" de opinião (...) Como é que um jornal que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?"
Leia mais...
sábado, 2 de outubro de 2010
“Encerramos a campanha com a certeza de que levamos a mensagem da coletividade e da união por onde andamos”, diz Brasileiro
Para ele, a mensagem principal desta campanha foi difundida em todos os cantos. “Tenho uma máxima que trago comigo desde que aprendi a importância da política de que ninguém chega a lugar algum sozinho, e estamos encerrando a campanha com a certeza de que levamos a mensagem da coletividade e da união por onde andamos”, disse.
A campanha de Chico Brasileiro que percorreu vários municípios do Paraná, foi exemplo de que é possível transformar a sociedade através de uma grande corrente do bem, de unidade, e de perseverança. “Esta mensagem coletiva é a de que podemos mudar a sociedade, transformar a comunidade e fazer um mundo melhor a partir da união das pessoas, porque sozinhos nada conseguimos”.
Mas a prática popular e democrática de Brasileiro em sua trajetória política incomodou muitos grupos que representam o poderio econômico e outras práticas políticas.
Chico Brasileiro relatou as dificuldades superadas ao longo da campanha. �Durante estes três meses sofremos muitos ataques, mas tivemos muita perseverança, porque senão soubermos o caminho que queremos chegar, fraquejamos. Neste momento, a perseverança e a convicção de que não estamos sozinhos, nos dão a certeza de que sairemos vitoriosos”.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Vale a pena ser comunista
“Camaradas essa eleição ficará marcada para sempre em Dois Vizinhos, pela primeira vez, em 49 anos de emancipação política, tremulou nas ruas da cidade a bandeira do PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL, fato acompanhado também pela eleição de Chico Brasileiro e Clesio Castanho. Logo após um discurso que fiz num evento político recente em que se encontravam várias autoridades da cidade, como ex-prefeitos, vereadores, ex-vereadores, presidentes de partidos, em torno de 1200 pessoas. Fiquei muito emocionado e feliz com o que aconteceu.
Eu, um simples jovem, trabalhador, pobre, negro e comunista fui ovacionando. Fui chamado para falar em nome do partido que ainda está em formação aqui, e também para pedir votos para os nossos candidatos. Foi muito bom, não porque fui aplaudido e sim porque logo depois cumprimentei e agradeci umas 200 pessoas. Camaradas, não sabia o que fazer, como nunca fui candidato a nada, não sei como é direito essas regrinhas de políticos. Mas com muita educação e respeito cumprimentei e agradeci a todos. Me impressionou como muitas pessoas me disseram que já conheciam o partido. Exemplo de um senhor, bem velhinho, disse ser fã do deputado Aldo Rebelo. Mas o mais importante ainda foi a filiação de 10 pessoas naquela noite.
Dia 03 se aproxima, não tenho nem ideia de como será o resultado para nossos candidatos. Essa eleição foi uma experiência que nunca esquecerei. [...] Conheci muita gente, gente sofrida, trabalhadora, honesta... Valeu... Agradeço em especial ao Clesio, que foi parceiro,ao Ceni que quando precisei, não hesitou em me ajudar, também ao Bobato, com quem falei algumas vezes, ao Chico Brasileiro, um cara que eu não conhecia, e que hoje defendo com unhas e dentes. O nosso deputado, a Inês da campanha do Chico, ao pessoal do Clesio, ao pessoal de Ceni. A minha gente de Dois Vizinhos também obrigado a todo mundo muito Obrigado... valeu a pena agora é esperar o resultado. Tenho a certeza da vitória.”
BRUNO LIMA
Dois Vizinhos
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Na hora do voto
Leia a entrevista na íntegra publicada originalmente no blog Esfera Pública
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Outra vez, tucano Beto Richa impugna nova pesquisa Datafolha
Encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela RPC TV/Globo, a sondagem do Datafolha termina amanhã 1490 entrevistas sobre a disputa pelo Palácio Iguaçu.
O curioso nisso tudo é que a empresa de pesquisa apresentou o mesmo registro anterior, que já fora objeto de questionamento pelo tucano.
Pelo jeito, o Datafolha/RPC TV e Beto Richa não desejam revelar os números sobre a corrida eleitoral no Paraná.
Na semana passada, o tucano havia proibido a veiculação de rodada de pesquisa do Datafolha, Vox Populi e Ibope.
Fonte: Esmael Morais
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
A melhor opção para o País
As sucessões presidenciais no Brasil, já a partir da posse do Marechal Floriano Peixoto, em 1891, contestada pelas elites agrárias, sempre ocorreram sob tensões as mais variadas, algumas delas traumáticas. Em 1930, por exemplo, a sucessão do Presidente Washington Luiz provocou uma revolução, chefiada por Getúlio Vargas. Em novembro de 1937, dois meses antes das eleições, o próprio Getúlio, através de um golpe, instaurou a ditadura do Estado Novo. Mês e pouco antes das eleições presidenciais de 1945, Getúlio foi deposto sob a suspeita de querer manter-se no poder. Juscelino Kubitshek só tomou posse, em janeiro de 1956, garantido pelos tanques do Ministro da Guerra, General Teixeira Lott, pois houve quem conspirasse contra. A posse do Vice-Presidente João Goulart, em meados de 1961, devido à renúncia do Presidente Jânio Quadros, quase provocou uma guerra civil no País. Mesmo sob a ditadura militar, apesar de seu aparente monolitismo, as sucessões envolviam tensões secretas que colocavam os quartéis sob fervura.
Mas o Brasil mudou após a derrubada do regime militar, em 1985. A estabilidade democrática desde então vigente remeteu, ao menos até agora, as tensões sucessórias ao arquivo morto da política nacional. Ainda assim, a sucessão do Presidente Lula contém dramaticidade singular, ou seja, se realiza mediante o duro confronto entre dois projetos antagônicos para o Brasil. Como disse o sociólogo Emir Sader, as eleições presidenciais de outubro definirão “se o governo Lula é um parêntese, com o retorno das coalizões tradicionais que governaram o Brasil ao longo do tempo, ou se é uma alavanca para, definitivamente, sair do modelo neoliberal e construir uma sociedade justa, solidária, democrática e soberana”.
Não há como camuflar a realidade desse confronto. De um lado, apresenta-se o projeto da oposição neoliberal, com seu ideário predatório dos direitos sociais, devastador do Estado, privativista e autoritário, alinhado à hegemonia norte-americana. A candidatura José Serra o representa. De outro lado, o projeto liderado pela ex-ministra Dilma Roussef, de continuidade e aprofundamento das conquistas do Governo Lula, comprometida com o fortalecimento do Estado como indutor do desenvolvimento, com amplas e profundas políticas sociais, com o acelerado crescimento econômico associado à melhor distribuição de renda e redução das desigualdades e com a manutenção da inserção soberana do Brasil no contexto internacional. O jogo eleitoral, portanto, está muito além de meramente cotejar os atributos pessoais dos candidatos (ainda que eles tenham importância).
No confronto que se estabelece entre esses dois projetos antagônicos para o Brasil não há como fugir da comparação entre os anos FHC e os anos Lula. Eles representaram, afinal, a aplicação concreta das duas linhas em disputa, com José Serra e Dilma Roussef desempenhando papel estratégico, ele como ministro do Planejamento e da Saúde de FHC, ela como ministra das Minas e Energia e, depois, da Casa Civil de Lula.
Do simbólico ao concreto, o Brasil de Lula deu um salto gigantesco no desenvolvimento político e socioeconômico
A eleição de Lula representou, de fato, avanços sem precedentes para o Brasil, a começar pelo plano simbólico. A simples existência de um presidente egresso da classe operária, ex-metalúrgico e retirante nordestino, lançou os trabalhadores a uma visibilidade e um protagonismo nunca atingidos. Getúlio foi venerado pelos trabalhadores até décadas após sua morte (e ainda hoje pelos mais antigos). Mas o “velho” não era um deles, era um rico estancieiro gaúcho.
No entanto, foi no plano concreto que as conquistas do Governo Lula mostraram-se implacavelmente categóricas. Representaram, de fato, um salto gigantesco no desenvolvimento político e sócio-econômico do Brasil, sob a coordenação da então ministra-chefe da Casa Civil Dilma Roussef. Ela própria, agora candidata à Presidência da República, assim define o modelo que ajudou a construir:
“Desfrutamos de estabilidade econômica, agora com grandes reservas internacionais. Se antes íamos de pires na mão ao FMI pedir empréstimos, hoje não apenas pagamos a dívida como emprestamos dinheiro a esse organismo internacional. Recuperamos a autoconfiança e o prestígio político e econômico no mundo. O Estado brasileiro retomou sua capacidade de planejar e de integrar-se com o setor produtivo. O crescimento do Produto Interno Bruto acelerou. O número de famílias abaixo da linha de pobreza decresceu. Milhões de pessoas ingressaram na classe média, na economia formal e no mercado de consumo de massa. A aceleração do desenvolvimento econômico e social foi alcançada com controle da inflação, redução do endividamento do setor público e diminuição da vulnerabilidade das contas externas do país diante de choques internacionais”.
Os indicadores saltam aos olhos. A geração de empregos formais, por exemplo, deverá fechar os oito anos do governo Lula na casa dos 14 milhões de novos postos de trabalho, enquanto na era FHC não passou de 780 mil. Desde 2003, o rendimento médio dos trabalhadores cresceu 18,25% em termos reais, com o salário mínimo saltando dos 64 dólares com FHC para os 290 dólares ao final do governo Lula. O Bolsa Família já atende mais de 12 milhões de famílias, contribuindo decisivamente para a redução da pobreza extrema de 12% em 2003 para 4,8% em 2008. Aliás, na mobilidade social é que estão os indicadores mais impressionantes. Se na era neoliberal de FHC dois milhões de pessoas deixaram a linha da pobreza, com Lula esse total elevou-se para 23 milhões de brasileiros, enquanto que outros 31 milhões foram engordar a classe média.
Ao invés do apagão e do racionamento da era FHC, o Governo Lula estendeu a energia elétrica, através do programa Luz para Todos, a mais de 10 milhões de pessoas do meio rural. Em cinco anos de vigência, o Prouni ofereceu quase 700 mil bolsas de estudo para estudantes pobres em 1,4 instituições privadas de ensino superior. Eis uma área em que os dois projetos se mostraram diametralmente opostos: a educação. No Governo do metalúrgico Lula foram criadas dez universidades federais, 45 extensões universitárias e nada menos que 214 escolas técnicas. Nos anos neoliberais de FHC, o sociólogo, nada. Não é por menos que o número de estudantes universitários no Brasil tenha crescido 46% nos últimos seis anos. Estima-se que a posse de um diploma universitário possibilite aumento de cerca de 170% na renda de um trabalhador.
A insuspeita revista britânica The Economist – insuspeita por representar o pensamento neoliberal – cotejou ambos governos, chegando a conclusões, digamos, terminantes. Mostrou, por exemplo, que sob Lula, o risco Brasil despencou dos 2.700 pontos sob FHC para apenas 200, que a dívida com o FMI foi paga e os valores e reservas do Tesouro Nacional saltaram dos US$ 185 milhões negativos no Governo neoliberal para US$ 160 bilhões positivos nos últimos anos. Embora ainda bastante elevada, a taxa de juros Selic caiu em mais da metade dos 27% da administração tucana. Durante as três crises mundiais ocorridas durante seu governo, FHC aumentou os impostos, desvalorizou os salários e endividou-se ainda mais com o FMI. O Governo Lula sofreu, no ano passado, a maior crise do capitalismo mundial desde 1929. Sua receita: reduziu impostos, aqueceu a economia, dispensando empréstimos externos. O Brasil foi dos primeiros países a superar as dificuldades advindas da crise.
A atitude dos governos tucanos com relação aos movimentos sociais é a repressão e a criminalização. O ponto alto ocorreu no Pará governado pelo tucano Almir Gabriel, com o massacre dos trabalhadores rurais sem terra em Eldorado dos Carajás, do qual resultaram 19 mortes. Em São Paulo, mais recentemente, sob o governo José Serra, a PM foi lançada contra professores em greve. O Presidente Lula sempre dialogou com o movimento social. Suas políticas públicas resultaram de nada menos que 72 conferências nacionais diálogo.
Em outubro, o Brasil escolherá entre a rota virtuosa traçada nos últimos anos ou se vai por um freio nas recentes conquistas sociais e econômicas.
O avanço civilizatório que o governo Lula vem proporcionando ao Brasil, demonstrando, nas palavras de Dilma Roussef, que “estabilidade monetária, crescimento, empregos com carteira assinada, investimentos públicos e privados e inclusão social acelerada não eram coisas inconciliáveis”, expressa não apenas vontades individuais (embora elas existam e sejam importantes), mas um projeto articulado e consistente para o País a partir da visão democrática e progressista – e por isso generosa – das forças políticas que dão sustentação ao governo. Um projeto que implica alterações de fundo na sociedade brasileira, cobra continuidade para enraizar-se e tornar-se verdadeiramente estruturante de um novo Brasil, includente, soberano, democrático e de progresso social. Garantir esse rumo ou mudá-lo: eis o sentido mais essencial e de alcance estratégico que os brasileiros farão em três de outubro.
Os brasileiros emitem sinais inequívocos de que estão satisfeitos com o governo Lula e desejam a continuidade de suas políticas. Os índices dessa aprovação têm batido recordes seguidos e alcançam mais de 90% (contando os que julgam o governo regular, o que não significa desaprovação). Mas o projeto liderado por Dilma Roussef não é, como ela própria diz, “oferecer mais do mesmo em relação ao que o Brasil viveu nos últimos anos. É a continuidade da mudança, é continuar mudando para melhor – o emprego, a renda, a saúde, a segurança pública, a educação, a eliminação da pobreza extrema, a inserção de milhões e milhões de brasileiros na classe média, o combate à desigualdade entre as pessoas, os gêneros, as etnias e as regiões”.
Segundo a ex-ministra Dilma Roussef, a nova etapa do desenvolvimento brasileiro resultante do aprofundamento das conquistas do governo Lula começará pela educação, “um dos gargalos para o desenvolvimento sustentado e para a elevação do padrão de vida dos brasileiros”. Essencial será manter e desenvolver a política agressiva de expansão da indústria e do setor de serviços e incrementar os investimentos em pesquisa, inovação e política industrial, com ênfase na biotecnologia, agroenergia e fármacos, setores considerados de ponta. A meta é fortalecer o tripé que une empresas privadas, institutos tecnológicos e universidades.
O projeto encabeçado por Dilma Roussef e que agrega as forças democráticas e progressistas do País reafirma a disposição de reforçar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo a ex-ministra, “em apenas três anos, o mais bem-sucedido programa de governo voltado para a infraestrutura quase duplicou a participação do investimento público no PIB brasileiro e redimensionou o padrão de parceria entre os setores público e privado.” Com isso o novo governo seguirá incrementando nas grandes cidades serviços públicos fundamentais como água e esgoto, devolvendo a paz social, ampliando o acesso ao esporte, lazer e cultura e oferecendo transporte acessível e ambientalmente sustentável.
A manutenção do projeto liderado pelo Presidente Lula terá amplas e profundas repercussões internacionais, sobretudo na América Latina, onde a influência de um Brasil democrático, progressista, defensor da soberania dos povos e das nações e amante da paz é uma das garantia de que a maioria dos países do sub-continente seguirão sua marcha afirmativa de progresso social e independência nacional.
Mobilização e protagonismo em torno de bandeiras classistas de importância estratégica
Os trabalhadores não podem ser indiferentes ao que estará em jogo nas eleições de outubro, limitando-se a contemplar os acontecimentos e, quando muito, restringindo seus pleitos a interesses meramente corporativos de alcance imediato. Afinal, serão eles os principais beneficiários ou as vítimas do projeto que sair vitorioso nas urnas. A CTB, que luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento fundado na defesa da soberania do Brasil e na valorização do trabalho, já tomou posição. Em 30 de julho último sua direção plena decidiu apoiar a candidatura da ex-ministra Dilma Roussef. “A CTB reconhece que, no campo progressista, a candidatura de Dilma Rousseff é a que reúne condições políticas efetivas para derrotar o candidato neoliberal do DEM/PSDB/PPS, José Serra, e dar novo impulso ao processo de mudanças inaugurado pelo presidente Lula e seus aliados”, afirma documento emitido pela central.
Segundo Nivaldo Santana, Presidente em exercício da CTB, “a luta por um projeto nacional de desenvolvimento, do qual a vitória de Dilma Roussef é parte, cobra dos trabalhadores maior mobilização e protagonismo em torno de bandeiras classistas de importância estratégica”. Neste sentido, foi de enorme importância a realização, no inicio de junho último, em São Paulo, da II Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), convocada pelas seis mais representativas centrais sindicais do País. Reunindo milhares de lideranças de diferentes tendências políticas e ideológicas, a conferência debateu e definiu uma plataforma unificada da classe trabalhadora para a intervenção nas eleições de outubro e nas lutas vindouras. E produziu uma agenda encaminhada à ex-ministra Dilma Roussef durante a plenária Mulheres Trabalhadoras com Dilma Presidenta, realizada em último dia 17 de agosto, em São Paulo.
A agenda reúne um conjunto de propostas voltadas para a construção de um vigoroso desenvolvimento sócio-econômico no Brasil, com o Estado no papel de indutor e promotor. Disso decorre, entre outras iniciativas, a efetivação de reformas estruturais. A reforma tributária, visando a progressividade dos impostos, taxação das grandes fortunas e propriedades e a democratização do Conselho Monetário Nacional; a política, com o financiamento público das campanhas, o voto em lista partidária e o fim das cláusulas de barreira; a reforma agrária, com o fortalecimento da agricultura familiar, por meio de crédito e preço mínimo e democratizando o acesso à terra; a urbana, centrada no combate ao déficit habitacional e a construção de cidades sustentáveis. A agenda ainda inclui a garantia de educação pública e gratuita para todo o povo brasileiro, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a redução da jornada de trabalho sem redução de salários.
Os sindicalistas também defendem a regulamentação do sistema financeiro, ratificação da Convenção 158 da OIT, o fim do fator previdenciário, valorização dos servidores públicos, mantendo os acordos firmados com as entidades sindicais do funcionalismo e as políticas de reestruturação do Estado, via concurso público, uma profunda alteração na política de comunicação, combatendo os monopólios midiáticos e fortalecimento das mídias alternativas e garantir que os recursos do pré-sal sejam utilizados para a educação, erradicação da pobreza e combate às desigualdades sociais.
A Agenda da Classe Trabalhadora, que orientará a conduta do sindicalismo classista não apenas nas eleições do momento, mas no curso das demais lutas, deverá também sustentar a eleição de senadores e deputados (federais e estaduais), alinhados com ela alinhados Afinal, a vitória de Dilma em outubro estará incompleta se não for acompanhada pela eleição de senadores e deputados compromissados com a causa democrática e progressista dos trabalhadores. Com o apoio de uma extensa e convicta bancada de parlamentares, o novo governo vencerá mais facilmente os obstáculos conservadores no parlamento, driblando negociações tortuosas, muitas vezes à custa de concessões importantes.
Luiz Manfredini é jornalista e escritor em Curitiba, membro do Conselho Editorial da revista Princípios, representante da Fundação Maurício Grabois no Paraná e autor de As Moças de Minas”
Cerca de 500 pessoas reuniram-se em Pato Branco para encontro com Chico Brasileiro
Neste domingo (26) cerca de 500 apoiadores da candidatura à câmara federal do comunista Chico Brasileiro estiveram reunidos em Pato Branco. Os amigos, militantes do PCdoB e apoiadores de diversas frentes sociais deram a largada para a reta final campanha. O evento aconteceu no pavilhão do bairro jardim Primavera e todos foram chamados para o trabalho coletivo nestes dias que antecedem o pleito de 2010.
“Nesta caminhada encontramos muitos amigos que acreditaram nessa candidatura, que não conta com uma campanha milionária, mas sim, acima de tudo, é uma campanha de ideias, de consciência política e tem a convicção de que pode melhorar nosso estado e o nosso país”, ressaltou Chico Brasileiro durante seu discurso de grande entusiasmo, já que, segundo pesquisas, a candidatura está entre as prováveis vitoriosas da coligação.
Brasileiro reafirmou aos patobranquenses seu compromisso com a cidade e com toda a região Sudoeste, rebatendo o discurso de que candidato tem que ser de um ou outro município. “Eu não vou ser deputado de um único município, mas serei o representante de todos que apoiaram essa campanha”, afirmou, lembrando a todos que não se pode mais aceitar candidatos que envergonham a população, por isso a necessidade do voto limpo e consciente.
Durante o encontro Chico Brasileiro também abonou mais de 15 novas filiações ao PCdoB e conversou com os sudoestinos, que estão empolgados com a vitória.
Também estiveram presentes no encontro o candidato a deputado estadual, Clesio Castanho, da cidade de Francisco Beltrão, e diversas lideranças de municípios vizinhos como Chopinzinho, Foz do Jordão e Clevelândia.
sábado, 25 de setembro de 2010
O ranking dos deputados
Mesmo que a Assembléia Legislativa esteja em “recesso branco” até as eleições, as listas corre de mão em mão.
A lista pode ou não “bater” porque para dizer quem serão realmente os eleitos depende não só da votação de cada um, mas dos votos totais e dos cálculos de sobras das coligações e partidos.
Há que se ressaltar que as duas listas têm bem mais que 30 (número de cadeiras do Paraná na Câmara Federal) e 54 (número de cadeiras na Assembléia Legislativa) nomes.
Deputados federais
Do “chapão da coligação que apóia Osmar Dias poderiam ser eleitos: Hermes Parcianello (Frangão), Zeca Dirceu, Fernando Giacobo, Osmar Serraglio, Odilio Balbinotti, Moacir Micheletto, Angelo Vanhoni, Chico da Princesa, Assis Couto, Marcelo Almeida, André Vargas, Airton Roveda, Reinhold Stephanes, Andre Zacharow, João Arruda, Wilson Picler e Chico Brasileiro.
Do “chapão” da coligação que apóia Beto Richa estão na lista: Luiz Carlos Hauly, Nelson Meurer, Cida Borghetti, Rubens Bueno, Sandro Alex, Dilceu Sperafico, Francischini, Eduardo Sciarra, Luiz Carlos Setim, Abelardo Lupion, Cezar Silvestri, Alfredo Kaefer, Affonso Camargo, Pastor Oliveira, Luiz Nishimori, Luciano Pizzato, João Destro e Paulo Rosemann.
Do PTB/PRP poderiam ser eleitos: Alex Canziani e Dirceu Manfrinatto; do PSC: Ratinho Jr., Takayama, Leite e Nelson Padovani; do PV: Jose Turozi e Rosane Ferreira; e do PSB: Aldair Rizzi e Irani Pereira.
Deputados estaduais
Do “chapão” da coligação que apóia Osmar Dias poderiam ser eleitos:
Alexandre Curi, Nereu Moura, Artagão Junior, Luiz Cláudio Romanelli, Jonas Guimarães, Luciana Rafagnin, Ademir Bier, Teruo Kato, Luiz Carlos Martins, Augustinho Zuchi, Enio Verri, Anibelli Neto, Cleiton Kielse, Professor Lemos, Péricles, André Bueno, Beti Pavin, Nelson Luersen, Pugliesi, Scanavaca, Jozaine Baka, Padre Valter Pegorer, Gilberto Martin, Stephanes Jr., Toninho PT, Luiz Eduardo Cheida, Caito Quintana, Nanci Rafagnin, Tadeu Veneri, Rafael Grecca e Chico Noroeste.
Do “chapão da coligação que apóia Beto Richa poderiam ser eleitos: Valdir Rossoni, Durval Amaral, Nelson Garcia, Luiz Accorsi, Hussein Bakri, Rose Litro, Elio Rusch, Edson Prazcyk, Plauto Miró Guimarães, Dr. Batista, Mara Lima, Mauro Moraes, Nelson Justus, Hermas Brandão Junior, Ney Leprevost, Guto Silva, Adelino Ribeiro, Miltinho Puppio, Bernardo Ribas Carli, Pedro Lupion, Duílio Genari, Francisco Buhrer, Pedro Claro, Evandro Junior, Samis Silva, Ademar Traiano, Luiz Malucelli, Baratter e Osmar Bertoldi.
Do PPS: César Silvestri Filho, Marcelo Rangel, Douglas Fabrício, Felipe Lucas e Alceuzinho Maron; do PTB/PRP: Fabio Camargo, Mozart Lopes e Padre Roque; do PSC: Marla Tureck, Amauri Johnsson, Flavio Ferrari, Clovis Distefano e Adão Bohenik; do PV: Kosmos, Roberto Acciolli e Pedro Paulo Bazana; e do PSB: Gilberto Ribeiro, Reni Pereira, Danilson e Wilson Quinteiro.
Fonte horaH News
